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Jornalista prepara a biografia não autorizada de Riva; confira capítulo
Data:15/1/2016 - Hora:12h43
Jornalista prepara a biografia não autorizada de Riva; confira capítulo
divulgação

Aos 65 anos, 44 deles dedicados à imprensa mato-grossense, o jornalista Eduardo Gomes de Andrade, conhecido como Brigadeiro, finaliza a biografia não autorizada do ex-deputado estadual José Riva. A obra, que já passa pela segunda revisão ortográfica, será impressa em Brasília devido à proximidade do personagem com empresários do setor gráfico no Estado.

Um capítulo da obra, cujo lançamento está programado para segunda quinzena de fevereiro, foi disponibilizado pelo autor aos leitores do Rdnews. O texto, no arquivo em anexo, aborda as relações com o comunicador e o ex-deputado estadual Maksuês Leite, além do assessor Edemar Adams, já falecido, considerado braço-direito de Riva na Assembleia - trecho do texto no quadro acima.

Serão 272 páginas, divididas em 64 capítulos, onde Brigadeiro pretende revelar detalhes da intimidade e da trajetória política de Riva. Na apresentação, o biógrafo o descreve como figura polêmica que por duas décadas foi campeão de votos em Mato Grosso, controlou a Assembleia, deu cartas no Palácio Paiaguás e agora está enrodilhado por processos que o botaram na cadeia, sob a acusação de improbidade administrativa.

Sem entrar em detalhes para não prejudicar o impacto do lançamento da obra, Brigadeiro também conta que a biografia não autorizada vai além da individualidade de Riva. Retrata o ex-deputado como uma verdadeira instituição política, com acertos e erros ao longo de 20 anos na vida pública.

Generino Rocha

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Charge de Generino Rocha  deve ser usada para ilustrar a capa do livro sobre trajetória de Riva

“Ultimamente, Riva tem sido retratado como o demônio segurando o tridente. A biografia não tira o tridente, mas coloca a vela de santidade na outra mão. Nunca fui comensal da Assembleia. Por isso, consegui escrever os pontos negativos e positivos do personagem com isenção. Tenho certeza que muita gente irá se indispor comigo após a publicação”, declara em entrevista aoRdnews.

Outro aspecto destacado foi à capacidade de Riva absorver os ataques que sempre sofreu na atividade política. Brigadeiro ainda lembra que o biografado conseguia manter o astral positivo, mesmo sendo acusado de corrupção pelo Ministério Público. Além disso, ressalta que a ideia de escrever a biografia surgiu durante visita à Assembleia para tratar de reportagem sobre as quadrilhas juninas do Araguaia. A manifestação artística, que costuma recebe o apoio do Poder Legislativo, faz parte da identidade cultural daquela região do Estado. 

“A ideia surgiu em 2014. Estava andando no corredor da Assembleia quando encontrei o deputado estadual Pedro Satélite, correligionário de Riva no PSD. Perguntei sobre a saída do ex-parlamentar da vida pública. Com sorriso cínico e olhar maquiavélico, ele respondeu: rei morto, rei posto. Na hora, decidi que escrever a biografia não autorizada”, relata.

Gilberto Leite/Rdnews

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 Brigadeiro diz que ideia surgiu em 2014 nos corredores da AL

Na apuração das informações, Brigadeiro ouviu depoimentos de políticos, empresários e pessoas que tiveram ligação com Riva em diversos momentos da sua trajetória. Familiares, no entanto, foram excluídos do processo. O autor avalia que a esposa Janete e os filhos José Geraldo Júnior, Jéssica e a deputada estadual Janaína Riva acabariam reproduzindo o pensamento do próprio personagem e comprometendo a isenção da obra.

“Cheguei à conclusão de que pessoas que foram ligadas a Riva e se beneficiaram da ligação, hoje o consideram um marginal. Alguns tentam apagar a ligação das suas histórias pessoais. Apenas uma pessoa permanece fiel, visita na prisão e não nega a afeição pelo ex-patrão com quem trabalhou durante 20 anos”.

Por fim, Brigadeiro garante que a obra sobre Riva já tem título, mas que não será revelado antes do lançamento. Ressalta que a produção não contará com recursos das leis de incentivo cultural e que a tiragem será compatível com a demanda literária, em Mato Grosso.

Os interessados em adquirir exemplares poderão entrar em contato com o autor pelo telefone (65) 9982-1191, pelo Facebook ou pelo e-maileduardogomes.ega@gmail.com.

Crônicas

O autor também assina Dois dedos de prosa em silêncio, a coletânea de crônicas que, conforme Brigadeiro, são para rir, refletir e arguir de episódios históricos ocorridos no Estado. Sua primeira obra é o Livro 44, apresentado como fragmento da história de Mato Grosso na visão de um repórter. “Peço que comprem. Faz bem para meu bolso e contribui com o conhecimento histórico”, conclui, com bom humor.

 

Veja abaixo, um capítulo do livro:

O delator Maksuês

Maksuês Leite tentou se reeleger deputado estadual em 2010, mas não conseguiu. Jornalista e pequeno empresário da Comunicação ele queria vender produtos gráficos ao governo e a Assembleia Legislativa, mas não tinha gráfica e foi impedido de participar das licitações. Era aquilo que se chama de “dono de empresa de pastinha” – pastinha pra simbolizar que sua propriedade era carregada debaixo do braço. Para se inserir ao mercado, algum tempo depois comprou uma impressora ultrapassada e de pouca capacidade operacional para sua firma Propel – Comércio de Materiais de Escritório Ltda., em Várzea Grande, com nome de fantasia de Gráfica O Documento. Assim, entre aspas virou empresário do setor gráfico.

No final de 2012, quando a legislatura da Câmara Municipal de Cuiabá chegava ao fim, Maksuês conseguiu uma proeza. O presidente daquele Legislativo, Júlio Pinheiro (PTB) e a Propel fizeram um termo de adesão de R$ 1.650.000 para a elaboração de materiais gráficos. O termo não foi levado adiante por Júlio Pinheiro, por duas razões, segundo Maksuês: o mandato do vereador na presidência estava em contagem regressiva e não haveria lastro financeiro para tanto.

Em 2013 João Emanuel (PSD) assumiu a presidência da Câmara e levou adiante o termo de adesão, que esmiuçado era a contratação de serviços gráficos para elaborar 150 mil livros contando a história do Legislativo Cuiabano, cinco mil exemplares da Constituição de Cuiabá, crachás e outros itens de menor relevância.

Maksuês e João Emanuel tentaram levar adiante um plano mafioso. O primeiro, mesmo sem capacidade operacional para tanto, deveria imprimir dezenas de milhares de livros. O outro, ainda que os recebesse, não teria público alvo para distribui-los, pois à época a população cuiabana não ia além de 569.830 habitantes incluindo bebês, crianças e analfabetos. A impressão dos livros era algo mirabolante. Se efetivamente fossem impressos a Câmara teria condições de doar um para cada quatro habitantes da cidade.

O estranho negócio, segundo Maksuês, na verdade seria pano de fundo para encobrir um rombo nas finanças da Câmara. A gráfica fingiria que imprimiu e o cliente João Emanuel juraria que recebeu a encomenda contratada.

Essa esbórnia com o dinheiro público ficou bem evidenciada num vídeo que vazou no desenrolar da Operação Aprendiz, desencadeada pelo Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público (MP). Aprendiz desmontou o esquema e seus desdobramentos resultaram no afastamento e posterior cassação de João Emanuel.

O esquema de Maksuês e João Emanuel era verdadeira engrenagem criminosa. Cada um dos dentes tinha função especifica na sua operacionalização. O braço direito de Maksuês era seu sócio na gráfica, Gleisy Ferreira de Souza. O vereador era secundado por servidores da Câmara: o secretário-geral, Aparecido Alves da Silva, o Cido; o chefe do setor Jurídico, advogado Rodrigo Terra Cyrineu; e pelo chefe do Almoxarifado, Renan Moreno Lins Figueiredo. Cido atestava a necessidade da aquisição, Ciryneu fundamentava a legalidade da transação e Figueiredo chancelava os recebimentos do material gráfico.

Pego com a mão na botija Maksuês aceitou colaborar com o MP por meio de delação premiada. Oficialmente sua versão é a seguinte: do montante dos pagamentos pelos serviços contratados João Emanuel ficaria com 75%. Os 25% restante teriam três destinações: 13% para recolhimento dos impostos sobre as operações e 12% para serem divididos em partes iguais entre ele e seu sócio Gleisy, também alcançado pela investigação. O montante que não chegaria aos bolsos do vereador seria de R$ 413.750. O desdobramento da delação chegou a um acordo de Maksuês com a Justiça, pelo qual desde maio de 2015 ele devolve R$ 400 mil aos cofres públicos em 24 parcelas mensais.

A delação de Maksuês, como se comenta nos bastidores, não foi mero gesto de boa vontade nem indício de arrependimento. Ele teria cedido diante de forte pressão sofrida no Gaeco, que o teria alertado sobre a possibilidade de pedir a prisão de sua mulher, Mara Rúbia, por seu suposto envolvimento no escândalo com a Câmara. Para proteger a família, Maksuês disparou para todos os lados.

Para reforçar sua condição de delator Maksuês acusou praticamente todo o empresariado cuiabano do ramo gráfico de praticar negócios ilícitos com o governo e a Assembleia Legislativa. Daí surgiu à versão de que as compras de produtos gráficos pelos dois poderes seria nos mesmos moldes da transação com João Emanuel: 75% e 25%. Nesse cenário a Delegacia Especializada em Crimes Fazendários e Contra a Administração Pública (Defaz) iniciou investigação para tentar descobrir possíveis fraudes nas licitações do governo e Assembleia Legislativa com as gráficas.

O escândalo envolvendo Maksuês chamuscou o então presidente da Assembleia, José Riva (PSD) por duas razões. Primeiro: Maksuês foi deputado na legislatura de 2007/10 pelo PP, partido liderado por Riva, que controlava a Mesa Diretora da Assembleia. Depois Riva migraria para o PSD, que foi reconhecido pelo Tribunal Superior Eleitoral em 27 de setembro de 2011. Riva foi um dos seus principais fundadores no Brasil, pelo volume de filiações por ele canalizadas, conforme reconheceu o líder nacional da legenda, Gilberto Kassab. Segundo: à época João Emanuel era casado com a agora deputada estadual Janayna Riva, filha de Riva.

Em outubro de 2014 o senador pedetista Pedro Taques se elegeu governador em primeiro turno. Ao longo da campanha Taques anunciava que botaria os corruptos na cadeia e não escondia animosidade com Riva e o então governador Silval Barbosa (PMDB). No período entre a eleição e posse a Defaz montou a Operação Edição Extra. A meta era fazer um verdadeiro strike político para tirar Silval, Riva e o primeiro-secretário da Assembleia, Mauro Savi (PR), do caminho de Taques. Sem eles, o novo governador chegaria ao poder com a oposição engessada.

Para fazer o strike político era preciso atingir também empresários do ramo gráfico, prestadores de serviço ao governo e a Assembleia. Gaeco, Polícia Federal, Polícia Militar, Polícia Rodoviária Federal, Receita Federal, Procuradoria Geral da República e Polícia Civil sempre escolhem nomes sugestivos para suas operações e que têm a ver com os fatos em apuração. Edição Extra não se identifica com gráficas. Quem lida com edição extra é jornal. Melhor esclarecendo: lidava, quando os matutinos imprimiam uma nova edição no mesmo dia, para cobertura de fato muito relevante. Atualmente, com a instantaneidade da internet as mídias eletrônicas se encarregam dos furos deixando aos jornais a cobertura conceitual para o dia seguinte. Mesmo assim, a denominação foi mantida, porque na verdade, como se ouvia com frequência nos bastidores, ela visava atingir em cheio o empresário João Dorileo Leal, proprietário e diretor do Jornal A Gazeta, que integra o Grupo Gazeta de Comunicação, ao qual também pertence a Gráfica Millenium, instalada ao lado de A Gazeta.

Estranhamente o nome de Dorileo foi excluído de Edição Extra permanecendo o foco da investigação e da ação policial voltados contra empresários do setor gráfico, um vendedor da Gráfica Print e servidores do segundo escalão do governo.

Taques ainda não havia assumido o governo, mas a máquina governamental se reportava a ele. Daí o desencadeamento de Edição Extra na quinta-feira, 18 de dezembro de 2014. Entre os novos donos do poder a operação era esperada como meio de se extrair grave denúncia contra Silval e Riva – com base em delação premiada - num ambiente recheado pelas prisões de servidores do governo e empresários do segmento gráfico. Sites e plantões de noticiários na TV e no rádio foram mobilizados para um noticiário pirotécnico, que tinha uma finalidade criminosa: influenciar na votação para a diretoria da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM).

O governador eleito e diplomado defendia com unhas e dentes a candidatura do prefeito de Lucas do Rio Verde e então seu correligionário no PDT, Otaviano Pivetta, para presidente da AMM. Pivetta foi coordenador e doador na campanha de Taques ao governo. Hoje Taques é filiado ao PSDB. Pivetta disputava o cargo contra Neurilan Fraga Filho (PSD), prefeito de Nortelândia, que era liderado de Riva e se amparava no prestígio político daquele deputado.

Eminências pardas do poder imaginavam que uma denúncia consistente contra Silval e Riva levaria Pivetta a vencer a eleição. Nos hotéis onde se hospedavam os prefeitos que se encontravam em Cuiabá para a votação em 18 de dezembro de 2014, assistiram no café da manhã, os jornais da televisão informando que a polícia prendera secretários de Silval, que policiais lacraram as portas da Secretaria de Comunicação do Estado (Secom) e ninguém tinha acesso àquele órgão, e que os empresários do setor gráfico Fábio, Dalmi e Jorge Defanti – os três são irmãos e dos dois primeiros sócios na Gráfica Print; Jorge é dono da Gráfica Defanti - estavam sendo caçados por agentes, que também procuravam para prender o funcionário da Gráfica Print, Alessandro Francisco Teixeira Nogueira . Paralelamente a isso, sites se desdobravam em manchetes que falavam num escândalo que teria causado um rombo de R$ 40 milhões ao governo.

A maturidade política dos prefeitos não permitiu que a pirotecnia interferisse no resultado das urnas. Neurilan, apoiado por Riva, foi eleito com 59 votos. Adair Moreira (PMDB), de Alto Paraguai, que disputou sem apadrinhamento, como franco atirador, ficou em segundo, com 32 votos. Pivetta foi o lanterna, com 30 votos, apesar do circo armado por Taques. Com a vitória Neurilan sucederia Valdecir Luiz Colle, o Chiquinho do Posto (PSD), prefeito de Juscimeira e também liderado e apoiado por Riva.

O resultado da eleição na AMM foi a última vitória de Riva e a primeira derrota de Taques. Naquela disputa, o governo iniciou o aparelhamento da Defaz para atender seus interesses politiqueiros, pouco se importando com aquele ato característico dos regimes autoritários

Edemar Adams em cena e o escorpião do Nilo

 

Em 19 de setembro de 1998, na campanha eleitoral em que buscava a reeleição para a Assembleia Legislativa, Jorge Abreu morreu num acidente aéreo em que também perderam a vida o presidente licenciado do PMN de Mato Grosso e candidato a segundo suplente de senador, Ronald Borges, e o piloto da aeronave, João Figueiredo. O assessor Legislativo Márcio Ronaldo de Deus da Silva sobreviveu.

O acidente aconteceu próximo à cabeceira da pista do aeroporto de Jauru. O monomotor Corisco de prefixo PT-NQG decolava para Comodoro, na divisa com Rondônia, mas caiu, foi tomado por chamas e explodiu.

Ronald compunha a chapa do candidato tucano ao Senado, Antero Paes de Barros, que venceu a eleição com 469.179 votos batendo seu principal adversário, o senador peemedebista Carlos Bezerra, que recebeu 275.297 votos. Antero respeitou a memória do seu candidato a segundo suplente morto no acidente: lançou sua viúva, Celis Santin Borges, em seu lugar. A primeira suplência foi do tucano Luiz Soares.

Riva manteve Edemar Adams na Assembleia, onde ganhou projeção. Foi assessor especial da Primeira-Secretaria, gestor de gabinete da Presidência, secretário-executivo da Presidência, secretário de Finanças e secretário-geral do Legislativo.

Edemar Adams passou a concentrar poderes na Assembleia e ficou conhecido como braço direito de Riva. Conhecedores dos meandros da Assembleia sustentam que na ausência do chefe deputado, ele resolvia até problemas de deputados.

Em 25 de outubro de 2010, Edemar Adams morreu no Hospital Santa Rosa, em Cuiabá, vítima de um câncer raro na medula. Ele aguardava o começo de um novo tipo de tratamento com um medicamento importado, que estava retido na alfândega, pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A burocracia retardou a chegada do remédio, que foi entregue em Cuiabá na mesma data do falecimento do paciente.

Em 9 de junho de 2015, a juíza Selma Rosane Santos Arruda, da Sétima Vara Criminal de Cuiabá, ouviu acusados e algumas testemunhas de numa ação originária da Operação Imperador, do Gaeco, que apura suposto esquema de desvio de R$ 62 milhões da Assembleia (valores corrigidos), entre 2005 e 2009, por meio de licitações para a compra de materiais gráficos e de papelaria. Na audiência, o promotor do Gaeco, Marco Aurélio Melo, sustentou que tais licitações foram fraudulentas. Naquela ação foram denunciados 15 cidadãos: Riva, Janete Riva, Djalma Ermenegildo, Manoel Theodoro dos Santos, Edson José Menezes, Djan da Luz Clivatti, Jean Carlo Leite Nassarden, Elias Abrão Nassarden Júnior, Leonardo Maia Pinheiro, Elias Abrão Nassarden, Tarcila Maria da Silva Guedes, Celi Izabel de Jesus, Luzimar Ribeiro Borges, Clarice Pereira Leite Nassarden, Jeanny Laura Leite Nassarden.

Na audiência com a juíza Selma Rosane, depondo enquanto testemunha, a senhora Cleonice Bernardete, viúva de Edemar Adams, fez uma série de acusações contra Riva, que acompanhava sua oitiva. Num dos trechos ela citou que a Gráfica Defanti e a empresa Mundial Turismo participavam de um esquema de licitação da Assembleia, com cartas marcadas, em parte do período em que Riva a presidiu e foi primeiro-secretário. Disse mais: citou que dos montantes licitados até 75% eram repassados ao então deputado.

O martelar da delação premiada de Maksuês e a acusação da senhora Cleonice Bernardete alimentaram o Ministério Público contra prestadores de serviços gráficos para o governo e a Assembleia, como se todas as transações fossem criminosas e todos os participantes fossem criminosos.

 

Enquanto a acusação contra Riva era alicerçada somente na delação de Maksuês, formadores de opinião se dividiam quanto sua veracidade ou não. A partir da denúncia de Cleonice Berardete, o tempo fechou contra o ex-deputado e as empresas Gráfica Defanti e Mundial Turismo


fonte: Jacques Gosch

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