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Projeto de Lei cobra carteira de vacinação no ato da matrícula escolar
Data:18/06/2017 - Hora:09h38
Projeto de Lei cobra carteira de vacinação no ato da matrícula escolar
Ilustrativa

“A população começa achar que não precisa mais vacinar o filho e não completa o quadro de imunização. Leva o filho para tomar a primeira dose e vai se descuidando das outras”, diz trecho de uma entrevista ao Jornal A Folha de São Paulo com a coordenadora do Programa de Imunizações do Ministério da Saúde, Carla Domingues, que em outro trecho da matéria relata que a adesão às vacinas, algumas delas obrigatórias para crianças e disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS), caiu no Brasil.

   O relato da especialista chamou a atenção do deputado estadual Silvano Amaral (PMDB) que apresentou o projeto de lei Nº 253/2017, obrigando a apresentação da carteira de vacinação no ato da matrícula nas escolas públicas e privadas que oferecem ensino infantil, fundamental e médio em Mato Grosso. A medida foi apresentada e lida em plenário, na sessão vespertina desta terça-feira (13), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

   O projeto estabelece que, caso o matriculado não possua a carteira de vacinação, seu responsável terá o prazo de 30 dias para providenciá-lo junto ao órgão responsável. Essa determinação, segundo Silvano, é uma maneira de garantir a efetivação da vacina e seu controle. “A melhor forma de garantir que a vacina esteja em dia é associá-la à matrícula escolar, tendo em vista o amplo alcance que possibilita essa verificação”, argumentou o autor do projeto de lei.

   Com intuito de garantir a vacinação de crianças e adolescente, a medida ainda assegura que, caso a carteira de vacinação não seja apresentada ou haja a constatação da falta de alguma das vacinas, a situação deverá ser regularizada sob pena de comunicação ao Conselho Tutelar para as devidas providencias.

   Na justificativa do projeto, Silvano esclarece que falta da carteira ou a desatualização dela não geram impossibilidade da matrícula, mas a recomendação para sua regularização, com nova conferência no início do ano letivo.

   “Queremos, através desta medida, criar uma maior colaboração entre os setores da saúde e da educação. As escolas têm o dever de orientar pais e responsáveis sobre a importância de estar em dia com o calendário de vacinação. Às vezes, a família pode não entender em que momento se deve dar essa vacina. É o papel proativo da educação”, observou o deputado.


fonte: Joelma Pontes

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