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Violência: 17 mulheres assassinadas em 2 meses em MT
Data:01/03/2018 - Hora:10h54
Violência: 17 mulheres assassinadas em 2 meses em MT
Ilustrativa

Os casos representam um aumento de praticamente 100% em relação ao mesmo período de 2017

 
 
 
 
A escalada da violência contra a mulher segue sem freio em Mato Grosso. Somente nos primeiros dois meses de 2018, 17 mulheres foram assassinadas, em 11 municípios do Estado. Além da maioria dos crimes ter sido cometida por pessoas próximas, como maridos e namorados, os casos chamam a atenção pela banalidade e crueldade em que são praticados. 

Do total de homicídios registrados até o momento neste ano, sete ocorreram em janeiro e, o restante (10), neste mês, sendo que na madrugada de ontem (28) uma dona de casa, mãe de três crianças, foi morta pelo marido, no Bairro Nova Vitória, região do Pedra 90. 

Para se ter uma ideia da ascensão dessa violência, no primeiro trimestre do ano passado foram 18 vítimas femininas. Do total, seis mortes ocorreram em janeiro, três em fevereiro e nove no mês de março. Levando-se em consideração apenas os dois primeiros meses de 2017, o aumento neste ano é de quase 100%. 

Quanto a distribuição dos casos deste ano, cinco ocorreram em Cuiabá, dois em Sinop e dois em Rondonópolis. Os demais, conforme informações da Secretaria de Estado Segurança Pública (Sesp), ocorreram em Várzea Grande, Nova Ubiratã, Pontes e Lacerda, Alto Araguaia, Lucas do Rio Verde, Nova Mutum, Juara e Guarantã do Norte. As estatísticas do governo levam em consideração os homicídios dolosos (quando há intenção de matar) contra as vítimas. 

Faz parte desta estatística Daniela de Oliveira Correa, 31, assassinada pelo companheiro Everton Marcos Stoppi, 22 anos, na madrugada desta quarta-feira (28), no bairro Pedra 90, na capital. Ainda na manhã de ontem, Stoppi foi preso por uma equipe da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). 

De acordo com a delegada Ana Cristina Feldner, o preso foi autuado por homicídio qualificado em feminicídio."Pela condição de ser mulher, de subjugar a condição de ser mulher. Era uma mulher que não trabalhava e era subjugada naquela situação, que não tinha sequer o direito de se manifestar. Ela falou algo, ele não gostou e isso lhe deu o direito de dar um tiro na testa", informou. 

De acordo com informações da Polícia Civil, a prisão do suspeito foi efetuada pela Polícia Militar, no Bairro Pascoal Ramos, após ele atirar na testa da mulher e fugir do local em uma motocicleta. "Ele alegou que foi ao banheiro e quando saiu ela falou algo que não gostou. Pegou o revólver e colocou na testa dela e atirou. Mas achou que tinha um intervalo entre as munições, que não tinha a intenção de matá-la", explicou a delegada. 

A vítima foi encontrada na sala da residência com um disparo na cabeça. A mãe do suspeito, que mora no mesmo quintal, contou que ouviu o barulho do disparo da arma de fogo da casa da nora e ao abrir a porta o filho saindo da casa na motocicleta. 

Para a equipe de investigação, a mulher pode ter comentado sobre os produtos encontrados dentro de uma mochila, que são compatíveis com pertences roubados relacionados a um boletim de ocorrência, confeccionado no dia 26 de fevereiro. Quanto aos materiais, o suspeito não confessa, alegando que era de um amigo da vítima. 

Outro assassinato é o da jovem grávida Viviane da Silva Ângelo, de 18 anos. O corpo dela foi encontrado em estado inicial de decomposição no dia 18 deste mês, próximo à Ponte de Ferro, no Rio Coxipó, na chácara Recanto Tranquilo, na capital. Ela estava grávida e o exame de necropsia apontou que a causa da morte foi traumatismo crânio encefálico. 

Neste caso, a polícia ainda investiga os motivos e tenta chegar aos autores. Uma das suspeitas é de que o Kelves Gonçalvez da Silva, 28 anos, popularmente conhecido como “Kelvinho”, esteja envolvido no crime. Ele e um comparsa morreram anteontem durante um confronto com policiais civis. Kelvinho estava foragido após ter participado do sequestro de uma empresária, em novembro do ano passado. 

Um dos crimes que comoveram a população mato-grossense é o da estudante Giovana Sinopoli, de 16 anos, em Nova Mutum (267 quilômetros, ao médio-norte da capital). A adolescente foi assassinada com 20 golpes de faca desferidos pelo namorado, A.S.C, também 16, no dia 22 deste mês, no Bairro Jardim das Orquídeas do município. O suspeito foi detido e alegou um surto psicótico. 

OUTROS DADOS – Somente no mês de janeiro deste ano, foram registrados 1.576 casos de ameaças contra mulheres, no Estado. Os dados da Sesp revelam ainda que ocorreram outros 34 estupros tentados e consumados e 709 ocorrências de lesão corporal. 

 


fonte: Joanice de Deus

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