Diario de Cáceres | Compromisso com a informação
Somos todos jogadores
Por por Cristhiane Ortiz
26/06/2018 - 09:27

Foto: arquivo

E veio mais uma copa, e o país volta a se animar diante de uma de suas paixões favoritas, o futebol, e aos poucos as cores da camisa da seleção, o verde e o amarelo vão ganhando as ruas com rostos que não hesitam em torcer e voltar sua atenção para ver a seleção brasileira entrar em campo. O país literalmente pára para assistir os jogos, os comércios, a maioria fecha para poder assistir, mesmo porque o movimento durante os jogos diminui razoavelmente. Dizem que o brasileiro tem duas paixões, o carnaval, e o futebol, há quem não concorde, afinal “ gosto não se discute “ , mas rende boa conversa, e até samba, rende.

O futebol também, há quem não goste, ou que diga que não, feito eu mesma, que opta por ir à cozinha, inventar algo pra fazer, mas sem desgrudar o ouvido do jogo, sou do time das que não têm clube preferido, e não entende nada do esporte, mas que torce à sua maneira, e se emociona toda vez que o Brasil participa de uma copa, até porque talvez não nos reste mais nada a não ser acreditar e ter esperanças pelo menos no esporte, torcer para afastar o tédio e a melancolia diante de tantas notícias desanimadoras que tivemos nos últimos tempos, o esporte pelo menos contribui para a reunião dos povos, vemos atletas de toda as partes do mundo que se comportam civilizadamente, ou pelo menos deveriam, em prol de um objetivo em comum, e enfim poder voltar com a taça para casa.

O que não os torna inimigos, mas competidores, alguns brilhando mais que outros, outros sofrendo pressão da mídia, o futebol tem a magia de ( re)unir pessoas de todas as nacionalidades com seus coloridos rostos e características de cada país, de suas origens, cada qual com seu legado, e agora com a oportunidade de brilhar um pouco mostrando seus talentos, e nós torcedores, fanáticos ou discretos, sofrendo e torcendo para que os nossos atletas consigam pelo menos ir para a final, o que seria muito bom, verdadeiro alento para nós brasileiros sedentos de bons acontecimentos.

Enquanto estiver acontecendo a Copa ,e a seleção estiver jogando, esse é o assunto em pauta, todos falam e comentam sobre isso, em épocas de jogos de copas todos parecem entender de futebol, e arriscam palpites, jogadas, sem falar nas apostas e bolões que surgem, há quem gosta de fazer uma fezinha, vai que dá sorte e ganhar um bom e velho dinheirinho que ajuda a driblar o sufoco, a pagar aquela continha chata que você não vê a hora de se livrar.

Analogamente todos somos atletas, e jogadores, vivemos correndo, saltando, caindo, driblando os problemas, enfrentando as crises, no relacionamento, no trabalho, e na falta dele, topamos com a violência, levamos rasteiras da vida, e nos transformamos em adversários em algumas circunstâncias, somos altamente competitivos, vivemos querendo provar ao mundo do que somos capazes, supostamente superiores, e acabamos fazendo tantas coisas ao mesmo tempo, acumulamos tantas tarefas que seria cômodo que o dia se estendesse para podermos dar conta de todos os afazeres que nos propomos a realizar, como cuidar da casa, do trabalho, dos filhos, de pais, dos animais, à academia ou esporte, o culto, a missa, e à espiritualidade , a religião, não importa qual , tudo neste mundo exige determinação, certo compromisso, tarefas e sacrifício e reservar tempo principalmente, de cuidar de nós, de

nosso bem estar, nos permitir realizar coisas que façam bem à nossa alma, e aumente nosso bem estar, como poder desfrutar da companhia dos amigos, que nos fazem nos sentir melhor e amados, precisamos do olhar do outro para nos conhecermos, crescermos diante das críticas, e arriscar-nos a conhecer novos lugares e fazer pequenos passeios e grandes(curtas) viagens onde podemos conhecer ou revisitar lugares que ficarão guardados na memória, e se transformarão em lembranças que nos farão sorrir(chorar),efeitos colaterais de pelo menos ter vivido um pouco, o bom da vida é isso, você ter que do que recordar, ter momentos que nos façam dar tolos sorrisos, e nos deixem com nó na garganta, por não termos feito a melhor escolha, ou por ter feito mesmo a pior coisa que poderíamos ter feito naquele momento, mas passou, e sobrevivemos até aqui. Se ainda estamos é por algum motivo maior, não podemos ser somente o ser que nasce, cresce, envelhece,(alguns nem isso),para depois morrer de morte morrida, ou matada, desiludida, e interrompida, ou por falta de assistência, negligência, ou bem assistida, mesmo assim a morte sempre deixará um vazio, um sentimento de culpa, mas resta-nos o consolo de deixarmos recordações, lembranças de nossas conversas, nossas atitudes, os fatos que vivenciamos existirão nas memórias de quem conviveu algum tempo conosco. De quem esteve ao nosso lado nos jogos da vida, e por algum tempo torceu junto para que nós e o mundo se tornasse um pouco melhor. E quando o juiz apitar o fim do jogo, talvez reste-nos a sensação de termos dado o nosso melhor naquele momento.

“Desesperar jamais Aprendemos muito nesses anos Afinal de contas não tem cabimento Entregar o jogo no primeiro tempo

Nada de correr da raia

Nada de morrer na praia Nada! Nada! Nada de esquecer

No balanço de perdas e danos Já tivemos muitos desenganos Já tivemos muito que chorar Mas agora, acho que chegou a hora De fazer Valer o dito popular Desesperar jamais Cutucou por baixo, o de cima cai Desesperar jamais Cutucou com jeito, não levanta mais

Ivans Lins

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Cristhiane Ortiz Lima graduada em Letras na UNIVERSIDADE DO ESTADO DE MATO GROSSO

Mestranda em Linguística na UNIVERSIDADE DO ESTADO DE MATO GROSSO

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