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Jovem que criou grupo de ameaça a escola de Cáceres se diz arrependido
Por O Livre
19/03/2019 - 08:12

Foto: reprodução

A Delegacia Especializada do Adolescente (DEA) de Cáceres (220 km de Cuiabá) ouviu nesta segunda-feira (18) os adolescentes que integravam um grupo que compartilhava mensagens de planejamento de um suposto atentado a uma escola do município. O delegado regional de Cáceres, Alex Cuyabano, informou que os alunos disseram se tratar de uma “brincadeira” e que não foi identificado nenhum plano de ataque à escola.

Ao todo, 14 estudantes de um grupo de 18 integrantes foram ouvidos. O criador do grupo, um adolescente de 17 anos, disse estar arrependido e que não era sua intenção promover um ataque à escola. Ele contou que o grupo durou apenas uma hora e logo foi apagado. O jovem também alegou que viu outros grupos de escolas comentando sobre o atentado na escola Professor Raul Brasil, no município de Suzano (SP), e resolveu criar o grupo.

“O jovem que criou o grupo chorou muito, está arrependido de envergonhar a família e os pais. Foi uma brincadeira de péssimo gosto. Mesmo assim foi lavrada sindicância de apologia ao crime, que será encaminhada ao Ministério Público, que irá tomar as medidas referentes aos menores. Não foi observada uma letalidade maior do que essa, algo que fosse arquitetado, um plano de ataque, nada nesse sentido. Foi mais uma brincadeira de jovens”, explicou o delegado responsável pelo caso.

A denúncia gerou pânico entre pais, alunos e professores da Escola Estadual União e Força. Inclusive a Secretaria de Estado de Educação (Seduc) também se pronunciou sobre a denúncia e afirmou que se reunirá com a comunidade escolar, com a finalidade justamente de evitar o clima de caos e pânico em relação ao caso.

Porto Esperidião

Também em Porto Esperidião, um jovem de 18 anos, de uma escola localizada em uma comunidade rural do município, teria também feito um comentário sobre as mortes ocorridas em Suzano (SP), em um grupo que existe no colégio. O jovem foi ouvido e alegou estar muito “envergonhado e arrependido”.

Fake News
Com a situação de preocupação que ronda o ambiente escolar, ocasionada principalmente após o caso de Suzano, outras escolas de Mato Grosso foram vítimas das chamadas “fake news” ou notícias falsas.
Supostas mensagens de um “massacre” na Escola Estadual Jaime Veríssimo de Campos (Jaiminho) e na Escola Estadual Marlene Marques de Barros, ambas em Várzea Grande, seriam supostos alvos dos ataques. No entanto, autoridades já desmentiram o boato.
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