Três aeroportos de Mato Grosso – Cáceres, Tangará da Serra e Juína – deverão ficar sob a gestão da empresa vencedora da concessão do terminal Juscelino Kubitschek, de Brasília. A informação é do “Enfoque Business” de Tangará da Serra, publicada na edição de segunda-feira (10).
O Aeroporto Internacional de Brasília deverá ir a leilão no segundo semestre deste ano, após a atual concessionária, Inframérica, registrar prejuízos ao longo de anos de operação. A medida é uma estratégia do governo federal, para viabilizar investimentos em aeroportos menores, dentro da mesma concessão.
Além do crescimento e modernização, o gerenciamento do aeroporto de Cáceres, pelo Aeroporto Internacional de Brasília, terá grande importância para o desenvolvimento regional. Diante, principalmente, de projetos estruturais, em andamento no município, como a Zona de Processamento de Exportação (ZPE) de Cáceres a retomada da implementação de transporte pela hidrovia, além do Free Shopping.
O aeroporto é crucial para aumentar a eficiência logística, agilizar o comércio exterior e atrair investimentos, conectando indústrias locais rapidamente aos mercados globais. Ele transforma a ZPE de um polo de produção industrial em um polo logístico integrado, permitindo o transporte rápido de cargas de alto valor ou perecíveis.
Facilitam deslocamento de técnicos e executivos das empresas, a chegada de investidores, além de proporcionar operações corporativas rápidas. Os investimentos previstos somam cerca de R$ 500 milhões para adequar os aeroportos às operações de aeronaves e ao atendimento de passageiros.
Além dos terminais de Cáceres, Tangará da Serra e Juína, estão previstos aeroportos regionais em Mato Grosso do Sul — Bonito, Dourados e Três Lagoas —, dois em Goiás — São Miguel do Araguaia e Alto Paraíso —, além de Ponta Grossa, no Paraná, e Barreiras, na Bahia. Todos os terminais passaram por inspeção prévia da atual concessionária do aeroporto de Brasília, a Inframérica.
Modelo
A gestão do Aeroporto Internacional de Brasília deverá ir a leilão no segundo semestre deste ano, após a atual concessionária, Inframérica, registrar prejuízos acumulados ao longo de anos de operação.
Os valores mínimos da concessão ainda não foram divulgados. O processo, no entanto, deverá seguir modelo semelhante ao adotado na relicitação do Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro, que estabeleceu pagamento inicial de R$ 982 milhões pela outorga, além de repasse de 20% do faturamento anual e cumprimento de cronograma de investimentos em melhorias estruturais.