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SAÚDE PÚBLICA - “Para o Samu falta dinheiro, mas para uma roda-gigante de R$ 70 milhões não”, critica Pedro Taques
Por Assessoria
26/04/2026 - 08:51

Foto: assessoria

Enfermeiras relataram ao presidente do PSB em Mato Grosso risco de desmonte, cortes de equipes e prejuízo ao atendimento de urgência na Baixada Cuiabana

 

 

O ex-governador, ex-senador e advogado Pedro Taques, presidente estadual do PSB, recebeu nesta semana profissionais do Samu e criticou o que chamou de desmonte do serviço em Mato Grosso, após denúncias de redução de ambulâncias, afastamento de 56 trabalhadores e prejuízos ao atendimento de mais de 1,3 milhão de pessoas na Baixada Cuiabana.

 

Participaram da reunião as enfermeiras Lígia Cristiane Arfeli, servidora desde 2008, e Marilene Hiller, profissional do serviço desde 2005. Segundo as profissionais, o Samu perdeu capacidade operacional nos últimos meses. De uma frota que já contou com 12 ambulâncias em atividade na Baixada Cuiabana, apenas 4 seguem em operação atualmente, cenário que compromete a cobertura do serviço.

 

As enfermeiras explicaram ainda que a Central de Regulação de Cuiabá atende diretamente Cuiabá, Várzea Grande, Poconé e Chapada dos Guimarães, além de manter integração operacional com outros municípios da região, alcançando cobertura superior a 1,3 milhão de pessoas.

 

“É inadmissível desmontar um serviço que salva vidas todos os dias. Para roda-gigante de R$ 70 milhões tem dinheiro. Para ambulância, equipe médica e atendimento da população mais carente dizem que falta recurso”, afirmou Taques, ao criticar a continuidade, no governo Otaviano Pivetta, de medidas iniciadas ainda na gestão Mauro Mendes, em julho de 2025, que vêm enfraquecendo a estrutura do Samu no estado.

 

Lígia Cristiane Arfeli afirmou que o serviço construiu uma trajetória de resultados concretos no atendimento à população. Segundo ela, ao longo dos anos o Samu já ajudou a salvar mais de 500 mil vidas na Baixada Cuiabana. “Estamos falando de equipes especializadas, treinadas e preparadas para agir nos momentos mais críticos”, disse.

 

As profissionais destacaram que o Samu integra o SUS e opera em modelo de financiamento tripartite entre União, Estado e municípios. Segundo elas, parcela relevante dos recursos de manutenção vem do Ministério da Saúde, o que enfraquece o discurso de economia utilizado para justificar mudanças no serviço.

 

“Não existe lógica em enfraquecer uma estrutura que já conta com apoio do governo federal, equipes capacitadas e histórico comprovado de atendimento. O caminho responsável é modernizar, ampliar e garantir a continuidade desse serviço dentro do SUS”, afirmou Taques.

 

A equipe também questionou o termo de cooperação com o Corpo de Bombeiros. Para as enfermeiras, ampliar a rede de socorro pode ser positivo, desde que isso não resulte no esvaziamento de uma estrutura já consolidada no atendimento pré-hospitalar.

 

Taques frisou que “ninguém é contra os Bombeiros”, mas que é inadmissível Mato Grosso abrir mão de um serviço reconhecido e da experiência técnica construída pelo Samu ao longo de anos de atuação no estado. “Quando o governo corta saúde para investir em obras de vitrine, revela suas prioridades. Nós defendemos vidas”, concluiu.


 

O presidente estadual do PSB defende a recomposição das equipes e a preservação integral do serviço prestado à população, que é um programa federal de referência internacional, implantado no Brasil desde 2004. 

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