Festival de Cinema de Cuiabá acontece de 29 de junho a 5 de julho de 2026, com recorde de inscrições e debate sobre migração, clima e pertencimento
O 23º Festival de Cinema de Cuiabá – CINEMATO reafirma mais uma vez sua força no cenário audiovisual brasileiro ao bater novo recorde de inscrições. A edição de 2026 recebeu 598 filmes de todo o país, entre curta e longa-metragem, consolidando o Festival como um dos mais importantes espaços de difusão, formação e valorização do cinema nacional. O evento será realizado entre os dias 29 de junho e 5 de julho de 2026, no Teatro da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), e terá como homenageado o cineasta, dramaturgo e diretor Amauri Tangará: o migrante que abraçou o Cinema em Mato Grosso.
Os filmes inscritos vieram de 26 Estados brasileiros e do Distrito Federal, demonstrando o alcance nacional do CINEMATO. São Paulo lidera o número de produções enviadas, seguido pelo Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Minas Gerais e Pernambuco.
O recorde supera a edição anterior, que recebeu 458 filmes em apenas nove dias de inscrições, confirmando o crescimento contínuo do CINEMATO e sua relevância como vitrine do audiovisual brasileiro contemporâneo.
O 23º CINEMATO é realizado pelo Instituto INCA – Inclusão, Cidadania e Ação, com patrocínio da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer de Mato Grosso (Secel-MT), por meio do Governo do Estado de Mato Grosso. Conta com parceria da Pró-Reitoria de Cultura, Extensão e Vivência da UFMT (Procev-UFMT), Primeiro Plano Cinema e Vídeo e Trupe, além do apoio institucional do Cineclube Coxiponés, Curso de Cinema e Audiovisual da UFMT, Rede Cineclubista de Mato Grosso (REC-MT) e Assembleia Legislativa de Mato Grosso.
HOMENAGEM A AMAURI TANGARÁ
A 23ª edição reverencia Amauri Tangará, um migrante nascido em Paranavaí, no Paraná, e reside em Chapada dos Guimarães (MT). Sua atuação está profundamente ligada à cena cultural mato-grossense, tanto no cinema quanto no teatro e na formação audiovisual, ao lado da produtora Tati Mendes.
Também é um dos grandes nomes das artes cênicas e do audiovisual brasileiro, com mais de cinco décadas dedicadas à cultura. Roteirista, cineasta, dramaturgo, diretor teatral, ator e preparador de elenco, Amauri Tangará construiu uma trajetória marcada por obras conectadas às identidades populares e aos territórios do chamado Brasil profundo.
No cinema, dirigiu e roteirizou produções como A Oitava Cor do Arco-Íris, Ao Sul de Setembro, Nenhures e Um Rosto em Praga, além de co-dirigir filmes como Mata Grossa, NÓS – A Metade de Tudo e De Amor e Liberdade. Também dirigiu séries audiovisuais como O Pantanal e Outros Bichos, exibida na Amazon Prime, Pluto TV, TV Cultura e TV Brasil.
Além da produção artística, Amauri Tangará atua intensamente na formação de novos realizadores por meio das oficinas de cinema “O Terceiro Olhar”, realizadas na América, África e Europa, reunindo mais de 1.200 participantes em mais de 60 edições.
No teatro, soma mais de 30 espetáculos escritos, adaptados ou dirigidos, consolidando-se como uma das vozes mais inventivas da dramaturgia contemporânea brasileira. Seu trabalho rompe fronteiras regionais e transforma experiências locais em narrativas universais.
TEMA DA 23ª EDIÇÃO
Com o tema “Migração – mobilidade humana e mudanças climáticas”, o CINEMATO 2026 propõe uma reflexão sobre deslocamentos humanos, pertencimento, diversidade cultural e impactos ambientais.
A proposta é utilizar o cinema como espelho do mundo contemporâneo, debatendo questões urgentes relacionadas aos refugiados climáticos, às fronteiras, às identidades culturais e aos direitos humanos. O Festival propõe compreender a migração não como problema, mas como condição humana marcada por sobrevivência, esperança, resistência e dignidade.
HISTÓRIA DO FESTIVAL
Criado em 1993 pelo doutor e cineasta Luiz Borges, inicialmente como Mostra de Cinema e Vídeo de Cuiabá, o CINEMATO nasceu como um ato de resistência cultural em um período em que Cuiabá possuía apenas uma sala de cinema comercial.
Ao longo de 33 anos, o Festival tornou-se referência nacional na formação de público e valorização do cinema brasileiro, revelando e premiando importantes nomes: Dira Paes, Fernando Meirelles e Hilton Lacerda.
Além de impulsionar o audiovisual mato-grossense, o evento consolidou-se como espaço de debate, formação crítica e democratização do acesso ao cinema.
PROGRAMAÇÃO
O Festival exibirá na Mostra Competitiva, 15 curtas e 7 longas entre produções nacionais e mato-grossenses. Os vencedores receberão o tradicional Troféu Coxiponé, concedidos pelo Juri Oficial e Juri Popular. Ainda, o 2º Prêmio Dira Paes, destinado a uma mulher mato-grossense com trajetória relevante na defesa das mulheres e do meio ambiente.
Também terão rodas de conversa e ações formativas voltadas ao fortalecimento do audiovisual brasileiro: prevê oficinas de Direção, Assistente de Direção, Montagem e Elenco. Também o Seminário “Migração, Mobilidade Urbana e Mudanças Climáticas”, encontros com realizadores, atividades culturais paralelas com Cinema Paradiso, em instituições, antecedendo a Mostra Competitiva, e Cinema Escola, já na UFMT, além das Sessões Queimada Cuiabana e Melhor Idade, e o Hour Concurs.
Ao todo o Festival deverá exibir em torno de 50 filmes de Curta e Longa-Metragem. Durante as Mostras Competitivas, o público presente poderá escolher os melhores filmes.
SERVIÇO
Confira mais informações: https://festivalcinemato.com.br e Instagram @festivalcinemato.