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APREENSÕES CORUMBÁ E CÁCERES - Cocaína diluída em madeira será extraída em processo químico e carga pode ser incinerada; entenda o processo
Por g1 MS
23/06/2026 - 10:53

Foto: reprodução

Parte da carga de 260 toneladas de madeira impregnada com cocaína apreendida pela Polícia Federal e Receita Federal na fronteira entre Brasil e Bolívia, em Mato Grosso do Sul e no Mato Grosso, foi enviada para análises laboratoriais em Campo Grande. Os exames vão confirmar a presença da droga e ajudar a estimar a quantidade de cocaína existente no material, que poderá ser incinerado após a perícia, conforme informou a PF ao g1.

A apreensão ocorreu no domingo (21), em Corumbá (MS) e Cáceres (MT), durante uma operação internacional na região de fronteira. Cães farejadores ajudaram a identificar a presença de cocaína na carga.

Receita identifica transporte de cocaína dentro de madeira - 21/06/2026 -  Cotidiano - Folha

(foto reprodução)

Afinal, o que será feito com a madeira e com carga de cocaína? Entenda em três passos:

 

  1. ????????Peritos vão realizar testes químicos para confirmar a presença de cocaína e estimar a quantidade da droga impregnada na madeira;
  2. ????A extração da cocaína será feita apenas em amostras da carga, já que o procedimento em todo o material é considerado inviável e muito caro;
  3. ????????Após a perícia, a carga apreendida deverá ser incinerada.

 

Segundo a investigação, a droga não estava armazenada em tabletes ou pacotes. A suspeita é de que os criminosos tenham impregnado a madeira com cocaína líquida, um método considerado incomum e de difícil detecção.

Como a cocaína líquida foi escondida em madeira apreendida em MT e MS

(foto reprodução)

 

Carga demandaria operação industrial para retirar cocaína

 

Ao todo, 260 toneladas de madeira foram apreendidas na operação. Devido ao grande volume da carga, a retirada da droga de todo o material é considerada inviável pelas autoridades.

 

Por isso, a análise será realizada apenas em parte da carga. A extração da cocaína será feita por meio da imersão das toras em reagentes químicos. O processo faz com que a substância se desprenda da madeira, decante e se acumule no fundo do recipiente para coleta.

Após os exames laboratoriais, os peritos vão estimar a quantidade de cocaína presente na carga. Segundo fontes ligadas à operação, a extração completa da droga é inviável porque o procedimento é lento, tem alto custo e exigiria uma estrutura em escala industrial. Em seguida, a carga deverá ser incinerada.

 

A investigação também busca identificar os responsáveis pelo esquema criminoso.

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