Uma adolescente de 16 anos foi localizada pela Polícia Militar na noite de terça-feira, 31 dezembro, em Cáceres (221 km de Cuiabá), após ser dada como desaparecida em Glória D’Oeste (309 km da capital). O namorado da adolescente, de 28 anos, e a mãe dela, de 35, foram detidos em flagrante por sequestro e cárcere privado.
Segundo o boletim de ocorrência, a Polícia Militar foi acionada com a informação de que a menor teria sido levada em um veículo preto. Os policiais foram até a casa, em Glória D’Oeste, onde a adolescente mora com os avós, que possuem a tutela legal da neta. No local, os familiares relataram que perceberam a ausência da jovem minutos depois de um carro suspeito parar nas proximidades da casa.
-Os avós levantaram a hipótese de que o responsável seria um homem de 28 anos, apontado como namorado da adolescente, com quem ela teria mantido contato recente por telefone e que residiria na região de Cáceres.
Após buscas iniciais sem sucesso, os policiais conseguiram contato telefônico com o suspeito, que confirmou que a adolescente estava em sua residência, no distrito de Caramujo, em Cáceres. Ele foi orientado a se apresentar imediatamente à base da Polícia Militar de Glória d’Oeste, juntamente com a jovem, o que foi feito.
Em depoimento, o homem afirmou que levou a adolescente após ela relatar supostos abusos cometidos pelo avô e alegar que teria autorização da mãe para deixar a casa. Ele ainda disse que a mãe da menina teria enviado mensagens pedindo que buscasse a filha, além de ajudar a jovem a sair da casa dos avós.
Diante da situação, o Conselho Tutelar foi acionado. Os conselheiros informaram que a família já era acompanhada pelo órgão por relatos anteriores de abuso envolvendo o pai da adolescente, mas que não havia registros contra o avô. Questionada pelos policiais, a jovem afirmou que as acusações contra o avô eram falsas e que teria sido orientada pela mãe a mentir para justificar a saída de casa.
A mãe da adolescente, uma mulher de 35 anos, foi localizada posteriormente tentando deixar a cidade. Ela resistiu à abordagem policial, desacatou os militares e precisou ser algemada para ser conduzida.
Todos os envolvidos foram encaminhados à Delegacia da Polícia Civil de Porto Esperidião, que dará sequência às investigações. O caso segue sob acompanhamento do Conselho Tutelar.