Paulo César Santos Vilela, preso por matar Simone da Silva Matiuzi, de 33 anos de idade, alegou que não teve a intenção de passar com um carro por cima da vítima. Segundo ele, além de bêbado, no momento do que classificou como "acidente", usava chinelos de dedo que escorregaram no pedal, fazendo com que o carro atropelasse Simone, com quem mantinha relacionamento extraconjugal. Simone chegou a ser levada a um hospital, mas já estava morta. Às autoridades, Paulo César também alegou não se recordar sobre o macaco hidráulico encontrado fora do véiculo.
Em seu depoimento à Polícia Civil, Paulo afirmou que o caso entre ele e Simone já durava mais de um ano, sem o conhecimento de sua esposa, que é prima da vítima. No dia dos fatos, na quinta-feira (12), ambos teriam ido a uma confraternização num sítio, onde trabalha o irmão de Simone, em Vila Bela da Santíssima Trindade (522 km de Cuiabá). Uma outra mulher e duas crianças também estavam com o casal.
Durante a confraternização, todos teriam feito uso de bebidas alcoólicas, segundo Paulo. No retorno, Simone e ele teriam tido uma desavença por conta de uma música e, posteriormente, Simone pediu para que Paulo parasse o carro para que ela fizesse xixi. Foi nesse momento em que, segundo o suspeito, o pé dele teria escorregado do pedal do freio, fazendo com que o carro fosse para frente, atingindo a vítima.
O homem também falou que quando desceu do carro viu sangue saindo da boca de Simone e ela não respondia mais. Desesperado, ele teria dado ré para tirar o carro de cima dela e, em seguida, abandonado o veículo junto da outra mulher e das duas crianças, seguindo caminho separado momentos depois.
Paulo também justificou que não acionou socorro por acreditar que Simone já estava morta. Ele foi preso momentos depois do crime tentando retornar para Pontes e Lacerda onde a esposa o aguardava.
Simone foi a terceira vítima de feminicídio num intervalo de três dias em Mato Grosso.