Jackson Pinto da Silva, de 38 anos, afirmou na manhã desta quarta-feira, 06 de mario, que assassinou a própria esposa, a empresária Nilza Moura de Souza Antunes, de 64 anos, após ela o proibir de ver sua família. O criminoso foi preso e autuado por feminicídio.
Nilza foi dada como desaparecida na segunda-feira, 04 de maio. Foi o próprio companheiro dela quem procurou a Polícia Civil para comunicar o sumiço da mulher.
Na tarde de terça-feira, 05 e maio, o corpo dela foi encontrado enterrado num buraco de mais de dois metros de profundidade em uma residência do casal que fica no bairro Parque Cuiabá, na Capital.
Ao deixar a Delegacia Especializada em Estelinatos, Jackson foi questionado sobre a motivação do crime. Para a imprensa, ele explicou que perdeu a cabeça após supostas proibições feitas pela companheira ao longo do relacionamento.
"Ninguém faz nada de uma hora pra outra. Tem tempo que ela me afastou da minha família, proibiu eu de ver meu filho ela me afastou de toda minha família", declarou o criminoso.
Jackson utilizou um "enforca-gato" (abraçadeira plástica) para enforcar a companheira enquanto ela ainda dormia. Após o crime, ele colocou o corpo dela dentro do carro e levou até o imóvel onde foi enterrado.
O criminoso contratou um maquinário para fazer a abertura do buraco.
Ele afirmou estar arrependido de ter matado a própria esposa. A declaração foi feita nesta quarta-feira, 6 de maio, após prestar depoimento na Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), em Cuiabá.
Na saída da unidade, ele foi questionado por jornalistas e admitiu o crime. “Ela me afastou de todo mundo da minha família”, afirmou. “Com o tempo, eu perdi a cabeça e eu fiz besteira. Lógico que eu tô arrependido”, complementou.
Ao ser perguntado se cometeria o crime novamente, respondeu: “Lógico que não, tá doido”. Em seguida, completou: “Sinto muito, gente. Sinto muito”.