Grupo de amigos e filhos de Cáceres, radicados em Cuiabá, promove de 4 a 6 de setembro o encontro anual de confraternização na beira do Rio Paraguai
O que começou como um encontro de amigos virou tradição. Nos dias 4, 5 e 6 de setembro de 2026, o Grupo de Pesca Esportiva Amadora “Os Bagreiros” realiza a “Pesca do Bagre”, evento anual que reúne filhos e amigos de Cáceres que há anos residem em Cuiabá e outros em Cáceres, para um fim de semana de confraternização às margens do Rio Paraguai, aproveitando o período de melhor piscosidade do rio.
A programação começa na sexta-feira, 4 de setembro, às 18h, com a resenha de concentração e a distribuição das camisetas na casa do Lécio — encontro restrito aos participantes. No sábado (5) e no domingo (6), acontece o evento exclusivo de pesca, que nesta edição reúne cerca de 50 membros na modalidade pesque e solte.
A iniciativa, sem fins lucrativos e de caráter desportivo, educacional e filantrópico, tem sede em Cáceres e é organizada por uma comissão formada por amigos. Para eles, a pescaria vai muito além de fisgar peixes: é um ritual de conexão, risadas e fuga da rotina. “Na beira do Rio Paraguai, o tempo corre mais devagar e o que realmente importa é a parceria”, resume o grupo.
Três pilares sustentam o encontro:
O grupo descreve o dia de pescaria com bom humor: o alarme toca às 5h da manhã — em dia de trabalho, um castigo; para a pescaria, um evento surreal. O cenário no Rio Paraguai é sempre o mesmo: equipamentos amadores de “última geração”, caixas de cerveja e iscas organizadas por cooler e um otimismo que não cabe no barco.
No primeiro arremesso, o primeiro “troféu”: um galho submerso que exige uma operação de resgate digna de cinema. Quando a linha finalmente estica e a fricção do molinete chora, o grupo inteiro entra em transe — um grita instruções erradas, o outro erra a passada do puçá três vezes e o passador de linha quase cai na água. Depois de muita briga, o bagre surge: lindo, forte e ligeiramente menor do que o pescador vai jurar que era ao contar a história no churrasco.
O ritual do pesque e solte é sagrado e segue à risca: a foto oficial (três segundos de pose, garantindo o ângulo que faça o peixe parecer um monstro marinho), o adeus (as demais espécies são devolvidas calmamente à água, oxigenadas, para nadar de volta ao habitat) e a resenha (mal os peixes somem na água e os pescadores já aumentam os pesos e tamanhos). No fim do dia, o saldo é de braços cansados, algumas fisgadas na memória e a certeza de que o Rio Paraguai lava a alma. Nenhum peixe foi levado para casa, mas as risadas e as histórias rendem até a próxima pescaria.
A temporada 2026 conta com 11 equipes, podendo aumentar até o dia 4: Só Pescando (Lécio, Lulu e Amauri); Peixe no anzol & Cerva no copo (Fábio Ourives, Toninho Maia e Luciano Mime); Toca do peixe (Meio kilo, Rafael Peixe e Luizinho da Saúde); Anzol de ouro (Lucrécio, Augusto e Ney Cachorra); Força bruta no anzol (Nolasco, Zito e Kleidson); Clã das águas (Adilson, Navarro e Plínio); Linha fina (João Serrão, Joaci e Odenir); Reis do rio (Jacildo, Gaspar e Márcio Pescador); Meninos do rio (Pelé, Duda e Gabriel); Cardumes de amigos (Amauri, Danilo e Arthur); e Marujos do rio (Pipe, Juninho e Chicão).
A comissão organizadora convida autoridades, parceiros e a comunidade a celebrar com o grupo, garantindo ampla exposição aos apoiadores de sempre. A organização se coloca à inteira disposição para agendar uma reunião e apresentar a proposta em detalhes. “Será uma honra ter sua presença nesse momento tão especial”, destaca a comissão.