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REELEIÇÃO - 23 dos 24 deputados tentam permanecer na Assembleia
Por Eduardo Gomes/Diário de Cuiabá
17/09/2026 - 16:35

Foto: reprodução

Janaina Riva é a única parlamentar que não busca novo mandato na ALMT e disputa uma vaga no Senado; presidente da Casa, Max Russi, avalia que renovação pode atingir entre cinco e dez cadeiras

 

A eleição de outubro colocará praticamente toda a atual Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) diante do julgamento das urnas. Dos 24 deputados estaduais, 23 disputam a reeleição e tentam permanecer no Parlamento por mais quatro anos. A única exceção é Janaina Riva (MDB), que deixou a disputa por uma cadeira na Casa para concorrer ao Senado.

O cenário faz da eleição de 2026 uma disputa direta entre a manutenção da atual composição da Assembleia e a entrada de novos nomes. A lista de parlamentares em exercício reúne deputados em diferentes estágios da carreira política, desde aqueles que buscam o segundo mandato até nomes que acumulam sucessivas legislaturas. A composição atual da Casa confirma os 24 parlamentares que integram a legislatura.

 

Presidente da ALMT e também candidato à reeleição, Max Russi (Podemos) avalia que entre cinco e dez cadeiras podem mudar de mãos. Caso a faixa superior mencionada por ele se confirme, a renovação chegaria a 41,7% das vagas.

A estimativa, entretanto, é uma avaliação política do próprio deputado, baseada, segundo ele, em pesquisas, composição das chapas e resultados de eleições anteriores. Não se trata de uma projeção do DIÁRIO.

“Na minha análise, eu acho que a Assembleia vai ter uma renovação de no mínimo cinco deputados e no máximo dez. Então, são contas, são análises. Lógico que nada é comprovado. Comprovado é o voto no dia da eleição”, afirmou Russi.

DINHEIRO NA CAMPANHA - A tentativa de permanência dos atuais deputados ocorre em meio a diferenças significativas na capacidade financeira das campanhas.

Levantamentos das prestações de contas mostram que parte dos parlamentares já recebeu recursos partidários, enquanto outros ainda não registravam transferências das legendas no levantamento mais recente.

Sete deputados que disputam a reeleição — Fábio Tardin, Carlos Avallone, Eduardo Botelho, Elizeu Nascimento, Júlio Campos, Thiago Silva e Wilson Santos — ainda apareciam sem repasses partidários registrados.

O comportamento é diferente daquele observado entre os deputados federais de Mato Grosso que tentam renovar o mandato. Entre os sete federais, 96% dos R$ 16,3 milhões arrecadados até o levantamento vieram das próprias legendas.

Os dados eleitorais de 2026 são atualizados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no DivulgaCandContas e nas bases de dados abertas, que reúnem candidaturas, patrimônio declarado e informações financeiras das campanhas. A base de candidatos é atualizada quatro vezes ao dia.

PESO DOS MANDATOS - Além dos recursos financeiros, a disputa coloca frente a frente candidatos com estruturas políticas distintas. Os atuais deputados chegam à eleição carregando a exposição proporcionada pelo mandato, atuação parlamentar, bases municipais e resultados obtidos nas eleições anteriores.

Ao mesmo tempo, enfrentam candidatos que buscam entrar pela primeira vez na Assembleia, ex-prefeitos, vereadores, ex-secretários estaduais e outros nomes que disputam espaço nas chapas proporcionais.

A campanha já afeta, inclusive, o funcionamento do Legislativo. Na semana passada, uma sessão destinada à análise do veto ao reajuste de servidores do Judiciário não teve quórum: apenas nove dos 24 parlamentares compareceram. Max Russi atribuiu a ausência de deputados aos compromissos eleitorais no interior.

Com 23 cadeiras ocupadas por deputados que querem continuar na ALMT e apenas uma vaga que necessariamente terá novo titular — a hoje ocupada por Janaina —, o tamanho efetivo da renovação dependerá de quantos candidatos sem mandato conseguirão superar os atuais parlamentares nas urnas.

 

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