Plano combina reforço da presença militar, tecnologia e integração das forças de segurança para combater o tráfico e as facções criminosas.
O candidato ao Senado Pedro Taques (PSB) propõe levar o 44º Batalhão de Infantaria Motorizado, hoje sediado em Cuiabá, para Cáceres e ampliar o uso de tecnologia e inteligência nos 983 km de fronteira de Mato Grosso com a Bolívia. A estratégia prevê atuação conjunta das forças federais e estaduais para dificultar a entrada de drogas e armas e enfrentar as organizações criminosas.
“Seria impossível a gente colocar um policial a cada metro da fronteira de Mato Grosso com a Bolívia. Nós temos que investir em tecnologia. Mas eu também defendo a segurança física. Eu quero que o Exército venha para a fronteira”, afirmou Taques em entrevista nesta segunda-feira (28), em Cáceres.
A proposta de transferir o batalhão para o município faz parte de uma estratégia que Taques chama de Fronteira Blindada. O projeto combina presença física das forças de segurança com drones, radares, sensores, câmeras inteligentes e inteligência artificial para ampliar a capacidade de vigilância em uma área que não pode ser fiscalizada apenas com efetivo em solo.
O candidato defende ainda o fortalecimento das operações Ágata e Sentinela e a integração entre Exército, Marinha, Força Aérea Brasileira, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Receita Federal, Gefron e demais forças estaduais. O objetivo é ampliar o compartilhamento de informações e o uso de inteligência para identificar rotas, movimentações e estruturas utilizadas pelo crime organizado.
A medida ganha dimensão local em Cáceres, onde 26 dos 27 homicídios registrados entre janeiro e maio deste ano foram relacionados pela Polícia Militar à atuação de facções criminosas. Taques quer reforçar as forças estaduais para ampliar o enfrentamento ao crime organizado. “Eu proponho o aumento do efetivo da PM e fortalecimento do Grupo Especial de Fronteira (Gefron)”.
Além da atuação integrada entre União e Estado, Taques sugere, para o enfrentamento às facções, o isolamento de lideranças criminosas, maior agilidade no confisco de bens ligados ao tráfico e a destinação de patrimônio apreendido, como fazendas, caminhões, aeronaves e imóveis, para reforçar a estrutura da segurança pública.
A suplente Guelda Andrade (PT) acrescenta que a proteção da fronteira precisa alcançar outra dimensão do crime organizado: o tráfico de pessoas, especialmente de mulheres e crianças. Para ela, inteligência e estrutura policial precisam estar associadas à qualificação e valorização dos profissionais de segurança.
“Precisamos trabalhar com inteligência e cuidar das fronteiras. Por ali passam drogas e armas, mas precisamos olhar também para o tráfico humano de mulheres e crianças. Isso exige estrutura, profissionais valorizados e formação continuada”, avalia Guelda.
Conheça as propostas: