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O crescimento do Coaching no Brasil: uma leitura sistêmica‏
Por por Lorena Lacerda
15/01/2014 - 15:45

Foto: arquivo
Não é novidade que o consumo de Coaching vem crescendo ao longo dos anos no Brasil e os números comprovam essa percepção, principalmente quando verificamos o volume de novos Coaches formados e de novos cursos de coaching sendo oferecidos pelas escolas brasileiras e estrangeiras que entraram para valer no mercado brasileiro. Apesar dessa boa perspectiva, posso afirmar que o mercado de Coaching no Brasil ainda está em seu início, haja vista o baixo nível de esclarecimento dos compradores e até mesmo de seus usuários quanto ao produto em si, ou seja, do que o coaching trata, como funciona e o que possibilita de efetiva entrega. Atrevo-me a dizer que falta esse entendimento por parte de muitos Coaches que não se prepararam de maneira consistente para realizar o processo de maneira fiel aos princípios que norteiam e diferenciam o Coaching de outras metodologias utilizadas para o desenvolvimento das pessoas. Independentemente da qualidade do Coaching que vem sendo ofertado no Brasil, é inquestionável que seu nível vem melhorando à medida que o mercado amadurece e novos players vêm para o nosso mercado. Mas o que tem sido o principal fator que oportuniza o crescimento da demanda por Coaching não somente no Brasil mas no mundo como um todo? E aqui me refiro às diversas modalidades de Coaching: executivo, carreira, vida, grupos, dentre outras. Para entender melhor e construir possibilidades em torno dessa questão, divido a análise em duas partes: quando o comprador é pessoa física e quando o comprador é pessoa jurídica. Pessoas Físicas comprando Coaching Que o Coaching é um processo cujo investimento costuma ser alto é um fato. E isso se deve não somente ao investimento necessário de dinheiro e de tempo para a formação como Coach, mas à própria regulação do processo no mercado, já que muitas pessoas procuram formação em Coaching exatamente porque acreditam ser esta uma “profissão” que trará ganhos financeiros significativos. Somente por esse motivo já existiria uma barreira para o crescimento da venda do Coaching para pessoas físicas, o que é sem dúvida um limitador da velocidade desse crescimento. Mas o que o Coaching promete entregar (e alguns conseguem prometer o que não é possível entregar, diga-se de passagem) é uma música para os ouvidos de inúmeras pessoas que buscam mais sentido para suas vidas: a construção e execução de um plano consistente que, se efetivamente implantado, trará mudanças significativas para o alcance das metas mais desejadas pelo indivíduo. Não somente a busca pelo “sentido”, por viver a vida com propósito, é que tem motivado as pessoas a buscarem, por sua própria iniciativa, o Coaching. As frustrações com um mundo cada vez mais adverso são o wake-up call que muitos de nós precisamos para iniciar um profundo processo de reflexão a respeito de como estamos vivendo nossas vidas e fazendo nossas escolhas. Quem sou eu, em que contexto estou vivendo e para onde quero ir, são questões cada vez mais presentes na mente das novas gerações e daquelas que já cansaram de dedicar muito esforço para alcançar pouco resultado. Pessoas Jurídicas comprando Coaching Aqui, novamente, a adversidade ganha o pódio nas causas para a busca do Coaching. Muita competitividade, margens cada vez mais reduzidas, são o convite para que as Organizações se reinventem e encontrem maneiras de produzir mais com menos... E esse “menos” precisa ser “melhor”. E é aí que o Coaching entra, para ajudar os profissionais a aumentarem sua musculatura para a entrega de melhores resultados. O desafio em se tratando do mundo corporativo é encontrar um elo entre a demanda por mais resultados, que vive o sistema, pela demanda por mais sentido, que vive o indivíduo. A resposta para esse desafio, acredito eu, é a pergunta de um milhão de dólares. Não porque seja difícil de ser encontrada, mas, sim, difícil de ser aceita, pois demanda uma profunda mudança no olhar para a dinâmica dos negócios e dos mercados quanto aos valores que são a base das decisões. A nós, Coaches, cabe a difícil, porém recompensadora tarefa de promover essa reflexão e, mais ainda, de sermos o exemplo da congruência que o Coaching propõe para o mundo. Lorena Lacerda é Professional Coach Certified (PCC) pela ICF, Coach graduada pelo Hudson Institute, CA/USA, Vice-Presidente da ICF – International Coach Federation e diretora geral do Grupo Valure
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