A mulher defensora dos direitos que tira o sono dos falocratas em Cáceres – La Dame Politique
Por por Sylvain Anagonou
03/04/2021 - 14:43

Foto: arquivo

Em uma sociedade de corruptos e sequiosos por bens materiais, por poder, a voz dos verdadeiros defensores da liberdade muitas vezes se desvia para a inaudibilidade e se apega a um não-lugar. Aqueles que pensam que são mais fortes e que vão sempre andar nas barras de ouro por toda a vida se comportam como os mais fortes da selva. Inscrevendo-se em um espírito de falocratas e sádicos, eles acreditam ter dominado os poucos defensores verdadeiros, uma vez que os defendentes veros se tornaram raros por causa do medo, tortura moral, humilhação em todos os momentos, a coisificação crescendo. Já que uma nação inteira não pode ser estúpida, quem tem a coragem de promover a qualidade de sua educação sem trapacear e sem ziguezaguear sofre nas mãos de certos " cidadãos " corruptos e desavergonhados.
Não surpreende que alguns empresários ainda promovam e valorizem a imodéstia, a calúnia e a maldade cega em uma época em que o povo estagna sob o peso da pobreza, desnutrição, insegurança sanitária etc. Não é anojoso! O que amedronta, é acusado de raiva um cão que garante a segurança de seu dono quando este dorme pacificamente sem se preocupar com a hora em que o ladrão poderá devastar sua residência sem comiseração. Isso é asqueroso! É nojento ver este grupo que pouco se preocupa com a saúde social e num período crítico e muito crítico (quando vivemos um deslocamento de famílias) acusar Suyane Giansante, esta cidadã que luta pela segurança social.
Não! Ela não irá ao matadouro dos sádicos que têm apenas o interesse de reabastecer as caixas de suas empresas pessoais. Suyane Giansante é antes de tudo um ser dotado de razão no sentido lógico e filosófico do termo. É uma cidadã que tem uma consciência antes de ser esposa, companheira, amiga, irmã, alter ego de alguém. Além disso, antes de ser esposa de alguém, ela é antes de qualquer coisa membro de um círculo familiar, membro de um círculo comunitário. Tudo isso já justifica o fato de ela decidir lutar por uma causa nobre: o bem e o bem-estar deste círculo do qual faz parte. Ela é essa mulher que poucos conhecem do ponto de vista moral, de caráter altruísta. Ela é apenas um reservatório de bondade capaz de realizar ações que mesmo alguns homens nascidos capazes, não conseguem. Beleza sem bondade é luz sem clareza. Ela é este ser honesto e sociável que não mistura pano e lenço.
Dotada de um amor maternal transbordante, Suyane é essa mãe que cuida propriamente de seus filhos e para quem, “filho”, não é só uma questão genética, porque, para ela, ser mãe é também poder levar em conta as necessidades de cada filho, não só em um círculo estreito, mas também em um círculo social. Dado isso a necessidade de lutar pela segurança social e por um futuro melhor, por assim dizer de justiça e de igualdade. E quem diz segurança enuncia saúde, alimentação, igualdade e educação de qualidade etc. Ela é apenas uma mulher que luta pela liberdade de todos sem discriminação ligada à classe social, orientação religiosa, gênero etc. Ninguém é mais odiado do que aquele que fala a verdade disse Platão. Pior ainda, uma mulher em uma sociedade cheia de machistas que têm medo de experimentar uma civilização mais segura e na qual as forças intelectuais são duplicadas. É normal que ela incomode. Todas as acusações feitas contra uma mulher como ela, são apenas boatos e difamações para desanimá-la para sempre, em face da defesa de causas justas e comuns. O que é mais interessante é que um boato sobre uma mulher justa com uma convicção social transparente vem de um homem que não pode tê-la ou de uma mulher que não pode competir.
Suyane compreendeu muito cedo com coragem inabalável o que é SER MULHER e rejeita qualquer tipo de vitimização. Isso incomoda e dá força a alguns falocratas corajosos para tomá-la por rebelde. Apenas defende a causa social na legitimidade das coisas. Ela é acusada com base em falsas acusações, todavia, lembremo-nos, ela é o próprio símbolo da tradição como mulher e o símbolo da modernidade corporificada. Sua sagacidade na linguagem e sua arma afiada, a verdade, confunde os ouvidos de quem não quer entender que os tempos mudaram. Continua e continuará a ser um enigma para aqueles que não querem aceitar ver a verdade no rosto.

 

*Sylvain Anagonou
@sylvainanagonou

Especialista em Didática das Línguas e Culturas. Mestre e doutorando em Linguística pela Unemat.
Vindo de Benin, na África, veio para Cáceres para fazer seu mestrado. Quando chegou foi “adotado” por Suyane Giansante e seu esposo. Até hoje os chama de pais.
 

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