"A Polícia Militar trabalha de forma contínua, 24 horas por dia, sete dias por semana, durante o ano inteiro. A PM prende, mas não decide quem permanece preso". A fala tenente-coronel Adão Cesar, comandante do 6º Comando Regional da Polícia Militar, em entrevista coletiva realizada na manhã de hoje, 19, mostra a preocupação com a escalada da violência em Cáceres, promovida por facções criminosas.
O militar criticou a volta rápida dos criminosos às ruas, afirmando que a fragilidade da legislação contribui diretamente para a sensação de insegurança e para a repetição de crimes violentos.
Ao defender leis mais rígidas, o comandante falou sobre a ação da PM após a morte do adolescente de 14 anos assassinado a tiros, dentro de sua casa, na tarde do último sábado, em Cáceres.
"Equipes do 6º Batalhão da Polícia Militar, Força Tática e Raio iniciaram diligências imediatamente após o fato, e de forma ininterrupta, até localizar os suspeitos. Dois foram presos e um foi a óbito ao reagir, investindo contra a equipe policial".
O menino que morreu não possuía qualquer envolvimento com crimes ou facções criminosas.O crime, classificado como execução por erro de alvo, chocou Cáceres. Tanto que na tarde de hoje (19), a população se concentra a partir das 18 horas na Praça Barão do Rio Barnco, protestanto contra a violência que assola a cidade, e pedindo justiça e segurança.