Nos meios político e econômico do Estado, há uma grande expectativa com os rumos que a Ferrovia Vicente Vuolo deve tomar.
O motivo é o projeto da obra, que começa em Rondonópolis (212 km ao Sul de Cuiabá), com a ligação ao Porto de Santos (SP) e que deve chegar até o Oceano Pacífico.
A expectativa é, sobretudo, com o avanço dos estudos de viabilidade feitos por técnicos da UFMT, com apoio do Comitê Pró-Ferrovia, presidido pelo economista e cientista político Vicente Vuolo.
A obra se insere no processo de expansão ferroviária no Brasil. E caminha para ganhar um novo capítulo considerado estratégico.
Construída em Mato Grosso pela Rumo Logística, a estrada de ferro pode ir além do traçado original.
A meta é chegar a Cuiabá, estender os trilhos até Cáceres (225 km a Oeste da Capital), seguindo para a Bolívia e Peru, criando o que se chama “conexão estratégica” com o Pacífico.
Na avaiiação de especialistas, essa possível expansão representa muito mais do que infraestrutura:
• Redução de custos logísticos para o agronegócio
• Novo corredor de exportação mais competitivo
• Integração do Brasil com mercados asiáticos
• Fortalecimento do papel do Centro-Oeste como hub (ponto central) logístico
Mais: a conexão bioceânica pode transformar a dinâmica do comércio exterior brasileiro, diminuindo a dependência dos portos do Atlântico e encurtando distâncias até importantes mercados globais.