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Câmara setorial sobre feminicídio da ALMT realiza audiências em articulação com parlamentares
Por Assessoria
23/03/2026 - 16:26

Foto: assessoria

 


A Câmara Setorial Temática (CST) sobre Feminicídio da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) realiza, em articulação com deputados e vereadores da capital e do interior, audiências públicas para debater o relatório preliminar da comissão sobre feminicídio no estado. O estudo aponta que o problema não é isolado, mas resultado de falhas estruturais e omissões do poder público.

As audiências ocorrem nesta terça (24), às 18h30, em Cáceres, na Câmara Municipal, com condução do vereador Cezare Pastorello (PT) e a presença da suplente de deputada estadual Edna Sampaio (PT), que preside a Câmara Temática.

No dia 25, às 9h30, a audiência acontece em Várzea Grande, …
[13:43, 23/03/2026] Coren: Câmara setorial sobre feminicídio da ALMT realiza audiências em articulação com parlamentares


A Câmara Setorial Temática (CST) sobre Feminicídio da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) realiza, em articulação com deputados e vereadores da capital e do interior, audiências públicas para debater o relatório preliminar da comissão sobre feminicídio no estado. O estudo aponta que o problema não é isolado, mas resultado de falhas estruturais e omissões do poder público.

As audiências ocorrem nesta terça (24), às 18h30, em Cáceres, na Câmara Municipal, com condução do vereador Cezare Pastorello (PT) e a presença da suplente de deputada estadual Edna Sampaio (PT), que preside a Câmara Temática.

No dia 25, às 9h30, a audiência acontece em Várzea Grande, na Câmara Municipal, sob condução da vereadora Gisa Barros (PSB), também com a participação de Sampaio.

No dia 26, às 14h30, o encontro será em Cuiabá, no auditório Milton Figueiredo, na Assembleia Legislativa, com o deputado estadual Lúdio Cabral (PT), novamente com a presença da presidente da Câmara Temática.

Já no dia 31, às 19h, as audiências ocorrem simultaneamente em Campo Novo do Parecis, na Câmara Municipal, com condução do vereador Elias Barriga (PRD), e em Lucas do Rio Verde, também na Câmara, com a vereadora Débora Carneiro (PRD), esta última com participação de Edna Sampaio.

O levantamento reúne dados do Observatório Caliandra (MPMT), TCE-MT, Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Atlas da Violência (Ipea) e IBGE. Entre 2022 e 2025, Mato Grosso registrou 195 feminicídios, com aumento para 54 casos em 2025 após três anos de estabilidade. Em 2024, a taxa foi de 2,47 por 100 mil mulheres, acima da média nacional (1,34). Em 2026, até 13 de março, já são 7 casos.


Segundo a suplente de deputada estadual Edna Sampaio, a Câmara está provocando parlamentares para que realizem audiências públicas sobre o tema, que deve ser tratado como uma questão de Estado.


“Não são casos isolados. A violência contra a mulher é um problema de Estado. Quando se busca proteger o patrimônio, a segurança pública é acionada. Quando a meta é educar as crianças, recorremos à política de educação. Se faltam medicamentos, sabemos que o SUS, uma instituição pública, é o responsável. Mas quando uma mulher é assassinada, de quem é a responsabilidade?”, disse ela.


“Este ano temos eleições, e, se não propusermos a debater o assunto feminicídio como uma questão central de políticas públicas, vamos continuar tratando os casos como curiosidades mórbidas, perversas, sobre a capacidade humana de impor sofrimento ao outro”, afirmou.


A CST tem como vice-presidente a defensora pública Rosana Leite. Também integram a comissão Karime Oliveira Dogan, da Comissão de Direitos Humanos da OAB/MT; Sheila Klener, suplente de deputada pelo PSDB; e Claire Vogel Dutra, promotora de Justiça e coordenadora do Núcleo de Enfrentamento à Violência Doméstica e do Observatório Caliandra, além de servidoras dos três poderes e representantes da sociedade civil.

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