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NA TERÇA,24/03- Câmara de Cáceres sedia audiência pública para debater relatório sobre violência contra mulher em Mato Grosso
Por Marcio Camilo - Imprensa Câmara de Cáceres
24/03/2026 - 13:40

Foto: CMC

A Câmara de Cáceres recebe nesta terça-feira (24.03), a partir das 18h30, audiência sobre o enfrentamento ao feminicídio em Mato Grosso. A audiência será promovida pela Câmara Setorial Temática (CST) do Enfrentamento ao Feminicídio da Assembleia Legislativa (ALMT), com apoio da professora Edna Sampaio, do deputado estadual Lúdio Cabral (PT) e do vereador por Cáceres,  Cézare Pastorello (PT).

Conforme Edna Sampaio, o principal objetivo do encontro será a apresentação dos resultados do relatório final da CST,  sobre as falhas da rede de proteção, bem como as metas para o enfrentamento da violência de gênero no Estado. A ideia é debater os apontamentos do documento junto à população de Cáceres e região.

A professora também destaca que a servirá para que a sociedade, e principalmente as mulheres, deem contribuições ao texto final do relatório, antes dele ser encaminhado às autoridades competentes.

Professora Edna Araújo_audiência pública_feminicídio_CRED_ALMT

O vereador Cézare Pastorello defende que o documento precisa se transformar em políticas públicas efetivas no combate à violência contra a mulher.

"Como parlamentar, entendo que o nosso papel não é apenas lamentar as perdas, mas transformar o diagnóstico detalhado no Relatório Final da Câmara Setorial em ações concretas e leis que garantam proteção real em cada território de Cáceres e de Mato Grosso", argumenta.

Cézare Pastorello_audiência pública_feminicídio

Ressalta ainda que o feminicídio não pode ser naturalizado por meio de dados estatísticos.  Acrescenta que o fenômeno "é resultado de uma falha estrutural do Estado que precisamos enfrentar com urgência e rigor técnico".

SOBRE O RELATÓRIO

A partir da sistematização de diferentes dados da segurança pública, o relatório da CST aponta uma série de falhas estruturais na rede de proteção à mulher no Estado.

Entre as questões está a necessidade do Governo do Estado assumir formalmente a coordenação da rede, conforme previsto na Lei Maria da Penha.

Outro problema grave é a falta de articulação integrada entre estado, municípios e governo Federal, em ações de enfrentamento à violência contra mulher.

O documento ainda aponta necessidade de  investimentos em capacitação, ampliação da Patrulha Maria da Penha e da rede de delegacias especializadas. Atualmente, existem apenas oito delegacias sobre o tema no Estado.

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