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Vacina da dengue: pesquisadores do Instituto Butantan recrutam voluntários em MT
Data:05/1/2017 - Hora:11h57
Vacina da dengue: pesquisadores do Instituto Butantan recrutam voluntários em MT
Ilustrativa

Responsáveis locais pela pesquisa relativa à primeira vacina brasileira contra a dengue, desenvolvida pelo Instituto Butantan, de São Paulo, estão recrutando voluntários em Cuiabá, especialmente de 9 a 18 anos, ou seja, crianças e adolescentes, que queiram emprestar o corpo a esta iniciativa inovadora.

Desde outubro do ano passado, quando a pesquisa começou a ser feita na cidade, os pesquisadores já conseguiram 300 voluntários adultos, mas têm pouquíssimos com menos de 18 anos. Mais adiante vão recrutar também crianças de 2 a 8 anos. Eles precisam de 400 voluntários por faixa etária.

O principal médico pesquisador em Cuiabá, Cor Jesus Fontes, gerente de ensino e pesquisa do Hospital Universitário Júlio Muller, assegura que não há nenhum risco em participar da pesquisa, que os vírus são atenuados e no máximo, quem recebe a dose experimental, poderá sentir dor de cabeça, febrícula e uma “coceirinha”. Diz ainda que têm 8 meses para finalizarem as aplicações em um grupo de 1.200 pessoas de várias idades em um universo nacional de 20 mil.

Segundo ele, esta vacina é a forma mais indicada de combater a dengue porque o mosquito transmissor, Aedes aegypti, é de difícil controle já que “faz ninho” em qualquer poça de água. “Destruir um vetor desses, que procria em qualquer lugar, em uma tampinha de refrigerante, em uma cidade caótica como a nossa é uma tarefa inglória”, observa.

Segundo Cor, a pesquisa está transcorrendo normalmente em Cuiabá e nenhum dos voluntários que já foram vacinados teve qualquer intercorrência importante, somente efeitos colaterais muito leves.

Dos voluntários, 2/3 estão recebendo a vacina e 1/3 placebo, que é uma preparação farmacêutica neutra, ou seja, sem efeito.

Todos são observados com muita atenção nos primeiros 21 dias e por cinco anos de forma contínua.

Voluntários

Um dos voluntários é o servidor público Jonas da Costa Cruz, 24. Ele recebeu a primeira dose da vacina experimental no final de outubro do ano passado no Centro de Avaliação e Pesquisa, que fica no bairro Alvorada. “Pediram para eu medir a temperatura por 21 dias e ficou tudo normal. Não sei se tomei a vacina ou placebo, mas o fato é que não senti nada. No retorno, a equipe médica informou a tendência seria essa mesmo. Depois desse prazo, também não senti nada e vou a um segundo retorno no final deste mês”.

Jonas afirma que, apesar da vacina ser experimental, não sentiu medo, antes de deixarem aplicá-la. Explica também que fez exames completos e respondeu a uma extensa entrevista. Ressalta que ao final da pesquisa vão informá-lo de forma precisa se já foi ou não vítima da dengue, porque teve vários quadros de virose, no entanto nunca recebeu diagnosticado comprobatório.

Aceitou ser voluntário pelo interesse em ajudar uma empreitada importante e histórica como esta. “Faço mestrado e sei o quanto é difícil encontrar voluntários, então pensei em ajudar”, comenta.

Outro voluntário é o contador José Luiz de Assunção, 58. Ele entrou por um triz na pesquisa, que só arregimenta voluntário até 59 anos. “Entrei na rabeira”, brinca, afirmando que não sente medo pelo que pode acontecer ao corpo mediante o uso das doses experimentais. Casado, pai de três filhos, recebeu incentivo em casa para participar. “Estão entusiasmados com minha iniciativa”.

Para completar o quadro de voluntários, quatro agentes de saúde do bairro Alvorada e proximidades do Centro de Avaliação e Pesquisa estão explicando aos moradores, a cada casa que visitam no trabalho de rotina, que seria importante serem voluntários também.

Susi Conceição, 28, que atua como agente de saúde há seis meses, conta que a maior parte das pessoas se sensibiliza com a pesquisa e se disponibilizar a contribuir. “A gente chega, conversa, explica que tem uma pesquisa, para fazer a vacina que evita a dengue, e as pessoas aceitam participar”, detalha Susi. Só ela já conseguiu arregimentar cerca de 40 voluntários.

Cuiabá foi escolhida como polo de pesquisa por ser de região de grande circulação do mosquito transmissor da doença, Aedes aegypti, e de indicadores preocupantes, como adoecimentos, muitas internações e óbitos. Em 2016, foram registrados 28.018 casos da doença até 17 de dezembro, data do último boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES). Há investigação em curso sobre 116 mortes. Cinco já foram confirmadas para dengue. Novo boletim está previsto para hoje.

Dos 16 polos, somente dois ainda não iniciaram a pesquisa, um deles é Brasília.

A pesquisa começou em Cuiabá dia 5 de outubro e a previsão de que a vacina entre na rede pública de saúde em 2019, se tudo correr dentro do que foi previsto.

Vacina francesa

Uma outra vacina contra a dengue já está autorizada e é assinada pelo laboratório privado francês Sanoffi. Com cobertura de 66%, é vista como uma forma de amenizar a situação da dengue no Brasil e no mundo.

Butantan

O Instituto Butantan, ligado a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, é um dos maiores centros de pesquisa biomédica do mundo.

Desenvolve esta vacina em parceria com os Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos com vírus vivos, mas geneticamente atenuados, ou seja, enfraquecidos.

A vacina tem sido desenvolvida com a intenção de proteger contra os quatro sorotipos da dengue com uma única dose.

 

 


fonte: Keka Werneck

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