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atacadão e jubão

1ª etnia indígena encontrada às margens do Rio Paraguai pelos espanhóis foi extinta
Data:05/06/2019 - Hora:08h25
1ª etnia indígena encontrada às margens do Rio Paraguai pelos espanhóis foi extinta
Gleber Nelson Marques/ Arquivo pessoal

área abriga cerca de 50 sítios arqueológicos

 

Estudos indicam que parte do Pantanal que é cortada pelo Rio Paraguai era habitada por índios de diferentes etnias, algumas extintas. O professor de arqueologia Luciano Pereira da Silva, pesquisador do assunto, já encontrou vestígios de civilização indígena na região.

Luciano e alguns alunos percorreram a região fazendo escavações. Em uma ocasião encontraram objetos significativos, como pedaços de cerâmica que supostamente seria da tradição chamada Descalvado relacionada com o povo xaray, xarayés ou xaraiés.

Essa tribo é citada em relatos das primeiras expedições dos espanhóis pelo Rio Paraguai, principalmente pelo navegador Cabeza de Vaca, expedição comandada por ele em 1550. Foi umas das primeiras expedições a ter contato com os índios do povo xaraiés na região.

Segundo registros, a expedição saiu de Assunção, capital do Paraguai, e se perdeu ao chegar à Lagoa Gayúva localizada próximo a Corumbá (MS), no local funciona o destacamento do Exército Porto Índio. Os expedicionários se depararam com tanta água que batizaram o local de “Mar do Xaraiés”, de onde originou o nome dado a uma das etnias que viviam espalhadas ao longo do Rio Paraguai.

 
Expedicionários chegaram à região navegando pelo Rio Paraguai — Foto: Daniel Kantek/ DivulgaçãoExpedicionários chegaram à região navegando pelo Rio Paraguai — Foto: Daniel Kantek/ Divulgação

Expedicionários chegaram à região navegando pelo Rio Paraguai — Foto: Daniel Kantek/ Divulgação

 

 

 

 

Em uma das fazendas da região, a Fazenda Jatobá, que é um sítio arqueológico na beira do rio ficou conhecido como “Índio Grande”. Na última escavação neste local os pesquisadores encontraram nove pessoas, um homem, quatro mulheres e quatro crianças.

As análises feitas nos restos mortais identificaram que são de pessoas que viveram na região cerca de 800 a 1.000 anos, que provavelmente seriam índios da etnia xaraiés.

Segundo o professor, a questão da presença de menor de homens é por causa dos conflitos entre tribos de etnias diferentes pela disputa de áreas.

Além disso, um dado importante pela análise dos restos mortais das crianças encontradas foi que elas sofriam de desnutrição, que significaria uma situação desorganização social da tribo.

Nos restos mortais das mulheres foi identificado alteração na coluna, uma doença conhecida popularmente como ‘bico de papagaio’. A teoria é que as mulheres da tribo carregavam muito peso e andavam bastante em busca de alimentos e de água.

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) cadastrou cerca de 50 sítios arqueológicos na região e afirmam que ainda há muito o que ser pesquisado e estudado pela região.


fonte: G1 MT

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