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Adolescente suspeita no envolvimento da morte de Murilo forjou próprio sequestro, afirma delegado
Por Jardes Johnson, Primeira Página
19/01/2026 - 16:57

Murilo Pessoa Teixeira, de 14 anos, foi morto por engano em Cáceres — Foto: reprodução

A família da adolescente envolvida na morte por engano de Murilo Pessoa Teixeira, de 14 anos, no bairro Jardim Padre Paulo, em Cáceres (MT), no sábado (17), registrou um boletim de ocorrência dias antes do crime, relatando o desaparecimento da jovem. Segundo o delegado Higo Rafael Oliveira, o suposto desaparecimento fazia parte do plano, que tinha como alvo, o irmão da vítima.

“A família da adolescente registrou um boletim informando que ela havia sido sequestrada por uma facção. Após a apuração, ela não foi encontrada. Depois da morte de Murilo, descobrimos que ela não estava sequestrada, ela estava com a missão de fazer o levantamento e apontar a casa e vulnerabilidades do alvo”, relatou.

Conforme as investigações, a adolescente, que teria entre 15 e 16 anos, tinha um relacionamento amoroso com o verdadeiro alvo, o irmão de Murilo, de 19 anos. Apesar da relação, eles seriam de facções rivais e isso teria motivado o crime.

No dia do crime, outros dois adolescentes invadiram a casa e atiraram contra Murilo por engano, achando ser o irmão dele, que ficou apenas ferido. Murilo morreu no local. 

No mesmo dia, a adolescente e um dos supostos executores, de 16 anos, foram apreendidos pela polícia. Já no domingo (18), o terceiro suspeito envovido, de 17 anos, morreu durante confronto com policiais da Força Tática, no bairro Jardim Imperial.

A Justiça e menores de idade em facções

Ainda segundo o delegado, um dos envolvidos possui diversos antecedentes criminais, incluindo outros homicídios. Ele chegou a ficar apreendido por mais de um mês, no entanto, assim que saiu, entrou em outra facção, matando inclusive pessoas da facção ao qual pertencia.

O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) determina a internação provisória por, no máximo, 45 dias antes da setença. O delegado Higo Rafael analisa a fragilidade jurídica e como as facções se aproveitam dessa vulnerabilidade.

“As facções têm conhecimento da vulnerabilidade legislativa e utiliza disso para recrutar adolescentes para cometer crimes para eles, sabendo que logo estarão na rua”, finalizou.

O caso é investigado pela Polícia Civil.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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