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Terapia de imersão dobra chances de parar de fumar
Data:01/06/2017 - Hora:08h23
Terapia de imersão dobra chances de parar de fumar
IMAGEM ILUSTRATIVA

 Abstinência de cigarro chega a 57% para os que buscam o acolhimento em uma clínica, contra 27% dos que não fazem essa escolha

Sabendo parar de fumar, não vai engordar. Um dos grandes tabus em relação à abstinência de cigarro, o medo de ganhar peso, pode ser contra-atacado com eficiência e resultados positivos – informação útil a propósito do Dia Mundial sem Tabaco, ocorrido  ontem, em 31 de maio, e válida para todos os dias. A afirmação é da especialista no tratamento, psiquiatra Analice Gigliotti, chefe do setor de Dependência Química da Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro e diretora da Espaço Clif. A médica adaptou para o Brasil uma metodologia da Mayo Clinic, dos Estados Unidos, onde ela passou, na última década, um período pesquisando no Centro de Dependência de Nicotina.

A base do tratamento envolve a imersão do paciente em local adequado para sua recuperação e onde, além de um ambiente amigável, exista o acompanhamento em tempo integral de profissionais especializados. O modelo prevê que uma semana desse “intensivão” unindo medicamentos (diferenciados, de acordo com cada pessoa e as suas características), terapia específica, mais acompanhamento de nutricionista permita ao fumante largar o cigarro sem engordar – um dos grandes entraves verificados nas consultas. A imersão do paciente em uma clínica, por si só, já dobra as chances de sucesso. Pesquisa da Mayo Clinic mostra que 57% dos que fazem essa opção conseguem largar o cigarro em definitivo, contra apenas 27% dos que passam pelo tratamento convencional, feito em ambulatório.

“Esse é um método científico, com comprovações tangíveis, e que proporciona ao especialista detectar o obstáculo emocional de cada paciente para ele parar de fumar. Consigo, então, ir direto aos paredões criados pelo fumante e que lhe dificultavam, até então, realizar com eficácia o tratamento adequado”, diz Analice. Junto da também diretora e psicóloga Sabrina Presman, que coordenou todo o Programa Estadual de Combate ao Fumo no RJ, a psiquiatra comanda uma equipe multiprofissional focada em fornecer todo o suporte necessário a quem quer – e precisa – parar de fumar.

 “A internação auxilia também na reprogramação mental de quem quer superar o vício em cigarro. Orientamos sobre as diversas técnicas para os pacientes se manterem longe do fumo, sendo que cada um tem uma prescrição conforme a sua realidade. Junto à medicação, mais o trabalho do nutricionista, evita-se com mais chances as recaídas”, diz Sabrina Presman, diretora da clínica e também especializada em Dependência Química pela Uniad/Unifesp.

Estatísticas - Em 25 anos, o percentual de pessoas que fumam no Brasil caiu de 29% para 12%. Mas o país ainda é o 8º no ranking mundial de fumantes. Ao todo, quase 20 milhões de brasileiros são viciados em nicotina, sendo 7,1 milhões de mulheres e 11,1 milhões de homens. Os dados são de pesquisa publicada na revista científica The Lancet (abril/2017).

OBSERVAÇÃO: As especialistas Analice Gigliotti e Sabrina Presman estão disponíveis para entrevistas.

ABAIXO, MAIS TÓPICOS PARA ABORDAR COM AS ESPECIALISTAS:



Fumar ajuda a lidar com o estresse, certo? Errado.


Esta é uma ideia comum e equivocada. “O cigarro não tem qualquer substância relaxante. As pessoas é que se condicionam a buscar o cigarro nos momentos estressantes, porque a hora de fumar é uma parada no tempo, um intervalo para pensar e se distrair”, diz a psiquiatra Analice Gigliotti, chefe do Setor de Dependência Química da Santa Casa RJ e diretora do Espaço Clif.

(outras informações: Analice é especialista em Dependência Química e Mestre em Psiquiatria pela UNIFESP, Vice Presidente da APERJ, membro do Comitée Global da Society for Research on Nicotine and Tobacco, e autora de livro a respeito).


. Controle da perda de concentração – a nicotina pode melhorar a concentração. É desenvolvido um trabalho para o paciente se organizar e se planejar melhor.





. Como parar de fumar? Se não fumar quando quero, me dá a maior fissura! – A boa notícia é que a tal fissura pelo cigarro dura, em média, de 2 a 5 minutos. Incrível, não é? Pois então: quanto mais tempo o paciente for ficando em abstinência, menos intensa e frequente será essa vontade.


Esses temas e outras abordagens naturais, como tratamentos, tempo de duração, a importância do pós-atendimento a quem parou de fumar; como lidar com recaídas...


. Teste sobre nível de dependência do fumo –
 publicação de teste científico (de Fagerström) para o leitor verificar o grau de dependência que existe para a nicotina : muito baixo, baixo, moderado, elevado etc. Os resultados serão verificados pelo público conforme a tabela publicada e as indicações para as respostas.

ABAIXO:

Teste de Fagerström para síndrome de dependência de nicotina

1. Quanto tempo após acordar você fuma seu primeiro cigarro ?

Em cinco minutos (3)

Entre 6 e 30 minutos (2)

Entre 31 e 60 minutos (1)

Após 60 minutos (0)

2. Você acha difícil não fumar em lugares proibidos como igrejas, bibliotecas, etc.?

Sim (1)

Não (0)

3. Qual o cigarro do dia que traz mais satisfação?

O primeiro da manhã (1)

Outros (0)

4. Quantos cigarros você fuma por dia ?

Menos de 10 (0)

De 11 a 20 (1)

De 21 a 30 (2)

Mais de 31 (3)

5. Você fuma mais frequentemente pela manhã?

Sim (1)

Não (2)

6. Você fuma, mesmo doente, quando precisa ficar de cama a maior parte do tempo ?

Sim (1)

Não (0)


fonte: DOM Comunicação

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