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Operação Convescote:Gaeco deflagra 2ª fase e cumpre 13 mandatos
Por PABLO RODRIGO
01/07/2017 - 08:22

Foto: Midianews

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) deflagrou nesta sexta-feira (30) a segunda fase da Operação Convescote que desarticulou uma organização criminosa que desviaram milhões em recursos através de “contratos de consultorias fantasmas” com a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (AL), o Tribunal de Contas do Estado (TCE), Secretaria de Estado de Infraestrutura e diversas prefeituras de Mato Grosso. 

Apesar desta fase ter cumprido apenas 13 mandados de condução coercitiva e busca e apreensão, a investigação chega de vez na Assembleia com o envolvimento de cinco servidores do Legislativo, entre eles Odenil de Almeida e Sued Luz, assessores do ex-presidente e atual primeiro-secretário, deputado Guilherme Maluf, Tscharles Franciel Tschá, que era ex-secretário geral e ligado ao deputado Nininho, além de Drieli Azeredo Ribas e Fabrício Ribeiro Nunes Domingues. 

O ex-comandante-geral da Polícia Militar do Estado, coronel Nerci Adriano Denardi, e o auditor do Estado e ex-secretário-adjunto de Infraestrutura da Secopa, Alysson Sander Souza, também sofreram busca e apreensão. Atualmente ambos exercem cargos na Assembleia. 

Outros três servidores do Tribunal de Contas (Eneias Viegas, Marcelo Catalano e Maurício Marques Junior), uma funcionária do banco Sicoob (Elizabeth Aparecida Ugolini) e dois funcionários e prestadores de serviço da Fundação de Apoio ao Ensino Superior Público Estadual – Faesp (Marcio Jose da Silva e Alison Luis Bernardi) também foram levados para o Gaeco. 

Todos os alvos desta fase foram interrogadas. De acordo com os promotores de Justiça, foi necessária a condução pelo fato de terem sido encontrados indícios de falsidade nos relatórios de atividades das empresas investigadas, conforme se apurou nos documentos apreendidos na primeira fase da operação na Fundação de Apoio ao Ensino Superior Público Estadual (Faesp). 

Segundo os promotores, essas empresas teriam sido contratadas pela Fundação para prestar serviço em diversas áreas no Tribunal de Contas do Estado (TCE), Assembleia Legislativa, Prefeitura de Rondonópolis e Secretaria de Estado de Infraestrutura, mas não teriam executado o trabalho, apesar de terem recebido para isso. 

A Operação Convescote investiga contratos que somam mais de R$ 100 milhões, onde parte dos recursos foram desviados. 

Além do crime de constituição de organização criminosa, também há indicativos da prática de peculato, lavagem de capitais e corrupção ativa. 

Na primeira fase 11 pessoas foram presas: Claudio Roberto Borges Sassioto, Marcos Moreno Miranda, Luiz Benvenuti Castelo Branco de Oliveira, Jose Carias da Silva Neto Neto, Karinny Emanuelle Campos Muzzi de Oliveira (que conseguiu prisão domiciliar), João Paulo Silva Queiroz, José Antônio Pita Sassioto, Hallan Goncalves de Freitas, Marcos Jose da Silva, Jocilene Rodrigues de Assunção e Eder Gomes de Moura. 

Destes, quatro já conseguiram deixar a cadeia (Karinny Emanuelle Campos Muzzi de Oliveira, Jocilene Rodrigues de Assunção e Marcos Moreno Miranda), e passaram a cumprir prisão domiciliar. Já João Paulo Silva Queiroz conseguiu liberdade com tornozeleira eletrônica. 

As decisões da primeira e segunda fase foram proferidas pela juíza da 7ª Vara Criminal Selma Arruda. 
 

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