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Vale de São Domingos, Nova Mutum e Cáceres - Ataques de abelhas em MT já mataram três pessoas em janeiro; saiba como se proteger
Por Aparecido Carmo/Repórter MT
26/01/2026 - 13:16

Foto: Jade/Pexels

Três trabalhadores rurais morreram esse ano por conta de ataques de enxames de abelhas em propriedades de Mato Grosso, apenas neste mês de janeiro de 2026. Os casos levantam preocupação, especialmente sobre como agir em casos assim.

Esses ataques podem ser causados por ruídos, odores fortes, vibrações e movimentos rápidos que perturbem os insetos e os coloquem em alerta. Além disso, estamos no verão, período em que os ataques são mais comuns, por isso é importante saber como agir em casos de ataques desses insetos.

Em primeiro lugar é preciso destacar que as abelhas só atacam se acreditarem que elas ou sua colmeia estão em risco. Contudo, no período entre dezembro e março, os ataques podem ocorrer por qualquer tipo de perturbação.

Os insetos procuram locais tranquilos para instalar as colmeias, por isso a incidência de casos de ataques na zona rural. Os três casos de ataques que terminaram com óbito se deram em fazendas.

Silas Veloso de Barros, de 57 anos, morreu no dia 8 de janeiro, depois de aproximar o trator em que ele estava de um cupinzeiro tomado por abelhas. O caso ocorreu em Vale de São Domingos. A trabalhadora rural Jordete de Almeida, de 44 anos, foi encontrada sem vida ao lado de um trator tomado por abelhas, em 19 de janeiro, na cidade de Nova Mutum.

O caso mais recente foi o de João Alexandrino da Silva Filho, de 58 anos, atacado enquanto dirigia um caminhão em uma área de pasto, em uma fazenda de Cáceres. A ocorrência foi registrada nessa quinta-feira (22).

Conforme o Corpo de Bombeiros, quanto mais desenvolvido for a colônia, mais potente é o ataque. Difícilmente as abelhas atacam quando estão em troncos de árvores ou em beiradas de casas, por exemplo. Isso é mais comum quando elas já estão instaladas.

Mesmo assim, o ideal é não se aproximar ou fazer ruídos perto delas. Se a presença dos insetos representar risco para crianças ou animais domésticos, o ideal é contratar um profissional para fazer a remoção.

O QUE FAZER EM CASO DE ATAQUES

A primeira coisa a se fazer é se afastar o mais rápido possível da colméia e evitar fazer barulho. Se for possível, vá para uma área de vegetação, correndo em zigue-zague. Só pare quando perceber que elas não estão atrás de você.

Se estiver próximo a um rio, lago ou piscina, mergulhe.

Se outra pessoa estiver sendo atacada, use uma coberta ou algo parecido para cobri-la. Certifique-se de não ser atacado enquanto faz isso.

Independente do número de ferroadas, se houver sintomas como queda de pressão, falta de ar, aparecimento de manchas vermelhas no corpo ou qualquer outro, busque atendimento médico de emergência de forma imediata.

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