A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Obras retomou as atividades nesta semana, em que pretende ouvir mais de 10 pessoas nos próximos dias, por meio das oitivas. A retomada marca as últimas audiências da comissão, que está na reta final de conclusão. As informações são do relator, vereador Jerônimo Gonçalves (PL).
Na quarta-feira (13/05) estavam previstas cinco oitivas, mas só duas pessoas compareceram aos depoimentos. A CPI decidirá os próximos passos em relação a essas ausências. Nos dias seguintes serão ouvidos servidores do Executivo. O relator não descarta convocar mais nomes que surgiram durante os depoimentos.
"Sempre em concordância com os membros da CPI. A expectativa é boa e esperamos finalizar dentro do prazo, início de junho, apresentando um relatório à sociedade. O povo tem o direito de saber quem foi ouvido, como foi conduzido e quais os resultados. A CPI não julga nem condena, mas aponta falhas para que os órgãos competentes tomem providências", explicou Jerônimo.
As oitivas seguem nesta quinta (14) e sexta-feira (15.05), com previsão de encerramento na próxima terça-feira (19.05). Os depoimentos envolvem testemunhas e autoridades políticas, como secretários municipais, sobre supostas irregularidades em contratos de obras da gestão municipal nos últimos anos.
A presidente da CPI das Obras, Elis Enfermeira (PL), destacou que os trabalhos da comissão vêm sendo conduzidos com seriedade, responsabilidade e total imparcialidade pelos membros envolvidos.
“Nosso compromisso é com a transparência, com o respeito ao dinheiro público e, principalmente, com a população de Cáceres. Todos os depoimentos e documentos estão sendo analisados de forma técnica e responsável, garantindo o direito de defesa e a lisura dos trabalhos. A CPI não possui caráter de perseguição, mas sim de fiscalização, buscando esclarecer os fatos e contribuir para que a sociedade tenha respostas claras e transparentes”, afirmou a parlamentar.
Além de Elis e Jerônimo, a CPI é composta pelo Professor Domingos (membro).
*SOBRE A CPI*
A CPI das Obras investiga questões como suspeitas de superfaturamento, atraso na entrega de obras, obras paralisadas, excesso de aditivos e qualidade duvidosa dos serviços prestados pelas empresas contratadas pela prefeitura.
Um dos casos mais emblemáticos é o da Praça da Feira, obra iniciada em 2023 com prazo de seis meses para a conclusão. Quase dois anos depois, a obra não foi entregue e o contrato já passou por diversos aditivos, elevando significativamente o custo original.