MEC autoriza a abertura de 39 novos cursos de Medicina
Por sosmedicinaunemat.blogspot.com.br/
08/09/2014 - 12:19
Nesta semana, no dia 4 setembro, o Ministério da Educação e Cultura (MEC) autorizou a abertura de 39 novos cursos de Medicina em várias cidades do país. Essa abertura indiscriminada segue a política da expansão das vagas dos cursos de Medicina, porém, acaba não priorizando a qualidade do ensino médico. Numa época em que a economia brasileira, teoricamente, passa por uma fase de grande crescimento, muitas universidades ainda apresentam falhas, por vezes de caráter básico, na estruturação de seus cursos de Medicina.
A Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), em 2013, também passou por uma greve na qual os estudantes de Medicina reivindicaram melhorias para o curso, que não fornecia as atividades práticas previstas no Projeto Pedagógico do curso. Os acadêmicos entraram em greve e a mesma teve duração de 82 dias.
Outro caso foi a greve do curso de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), campus Macaé. Alguns dos motivos que levaram os estudantes à greve foram muito semelhantes aos listados no manifesto que deflagrou a greve dos acadêmicos de Medicina da Unemat. Por exemplo, os discentes da UFRJ não possuíam, em seu laboratório de anatomia, cadáveres para o estudo adequado da disciplina. Outra reivindicação era a estruturação dos hospitais, para que os alunos pudessem ser recebidos nos mesmos e a contratação de mais professores.
Esses são alguns casos dentre os tantos outros existentes Brasil afora, que foram fruto do descaso e da falta de organização na abertura e planejamento de cursos de Medicina. Afinal, se ainda há deficiências nos cursos já existentes, qual a lógica em abrir novos cursos? Por que priorizar a quantidade ao invés da qualidade?