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PM de Cáceres adota sistema pantaneiro para encurralar condutores de veículos em blitz
Por João Arruda
15/04/2024 - 14:38

Foto: Jornal Cacerense

Entre a noite do último sabado (13.04) até o início da madrugada de ontem domingo, dezenas de veículos foram conduzidos  de maneira compulsória para dentro da Avenida 7 de Setembro,  setor urbano central de Cáceres- 210 quilômetros Oeste de Cuiabá -, os condutores se revoltaram contra a ação da Polícia Militar,  gravando vídeos que divulgados nas redes sociais. 

Os motoristas alegam que maioria foi obrigada à entrar no corredor por policiais militares que armados guarneciam as Ruas transversais à 7 de Setembro,  numa extensão de aproximadamente três quilômetros até o funil,  local aonde situava a tropa responsável pela averiguação dos veículos. 

Para muitos ação de obrigar os condutores à alterar a rota,  é abusiva. Além disso,  muitos alegaram à demora demasiada para que todos fossem vistoriados. 

As blitize da chamada Lei Seca, foi criada pelo governador do Mato Grosso,  Mauro Mendes, é realizada em geral aos finais de semana, em praticante todos municípios de Mato Grosso. 

A coordenação fica a cargo do Detran,  que requisita à Polícia Militar,  o principal braço operacional da Segurança Publica. Ainda compõe essa força tarefa como convidados a Guarda Municipal,  Polícia Rodoviária Federal e a Polícia Técnica de Cáceres. 

Para cada servidor da PM ou do Detran,  o governo turbina as contas bancárias com R$ 555,00.
Conforme documentos remetidos à reportagem há casos de um único policial militar ter obtido ganho de até R$ 20 mil,  somente com esse abono durante um semestre. Cabe destacar que operações são realizadas em três ou quatro em cada semana. 

Criticada à prefeita Eliene Dias (PSB), esclareceu que não  têm nenhuma ingerência com relação às blitize,  apontando se tratar de uma Lei estadual,  na qual compete ao Detran e demais órgãos estaduais à execução da mesma. 

CALEFÃO

Um termo bastante usado para comparar o método adotado pela PM em Cáceres,  no leva de maneira forçada os condutores de veículos até o ponto de averiguação dos carros e motos,  foi apelidada de calefão. 

No passado o gado bravio era caçado por comitivas que bagualhavam os rebanhos selvagens,  daí decorre o termo baguá. Ariscos o gado era atraído para um curral improvisado  com a entrada em formato de triangulo com entrada formada por 08 varas pontiagudas nas extremidades,  ao adentrar o animal conseguia retornar,  pois as pontas lhes batiam à altura da chamada Sangradeira. 

Há dentre os condutores que aprovam as ações de vistorias nos veículos.  Contudo , eles ponderam que a abrangência é que estaria exagerada ao forçar de maneira colectivamente a  peso de vara os motoristas à mudarem às direções. 

A reportagem manteve contato com o coronel Alexandre Corrêa Mendes  atual comandante Geral da PolíciaMilitar de Mato Grosso,  que informou que tomará providências 

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