O primeiro-sargento Anderson Alencar Batista, 43 anos, assassinado na madrugada de ontem (30.09), em Cáceres, a 210 quilômetros a oeste de Cuiabá, foi sepultado hoje no Cemitério Parque dos Ipês, em cerimônia presidida pela Marinha do Brasil, comandada pelo capitão Stenio Lacerda Junior.
Durante todo o velório, uma multidão compareceu ao local. Além de amigos e parentes, toda a cidade entrou em comoção após a notícia do assassinato do sargento Alencar. Natural de Cáceres, ele era especialista em eletricidade, além de submarinista.
Antes do sepultamento, foi feito o toque do Apito do Marinheiro, “Volta ao Mar”, que é uma tradição na Armada Brasileira. Na cerimônia de funeral, o gesto significa que aquele militar cumpriu sua missão na terra e, agora, volta ao Criador.
Investigações
A Polícia Civil de Cáceres, por meio da 1ª Delegacia de Homicídios, coordenada pelo delegado Higo Rafael de Oliveira, preside o inquérito que apura todas as circunstâncias do crime. Ao todo, sete envolvidos estão sob custódia da polícia, sendo quatro adolescentes e três maiores de idade.
A Polícia Militar, em ação conjunta com o Grupo Especial de Fronteira, a Polícia Rodoviária Federal e a Marinha, atuam desde a comunicação do homicídio. Três dos envolvidos foram presos em uma barreira policial no município de Porto Esperidião, já próximo à fronteira com a Bolívia.
Informações preliminares dão conta de que membros da facção Comando Vermelho (CV) teriam passado o endereço da namorada do militar. O autor, de identidade não revelada, estaria devendo ao grupo valores referentes à aquisição de entorpecentes. Daí veio a ordem para executar uma pessoa naquele endereço. A polícia trabalha com a hipótese de morte por engano.