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Acidente:IML e POLITEC demoram 8 horas para atender e usuários da BR denunciam
Por João Arruda
26/01/2015 - 10:14

Foto: PRF

O grave acidente ocorrido por volta das 15h50 ontem domingo (25) no KM 580 da rodovia federal 070 que Cuiabá a Cáceres, tendo  como vitimas fatais Adriano Rodrigues dos Santos (36) e Luana Cristina Pinheiro (28) cujo automóvel chocou frontalmente com um ônibus.

Acabou gerando revolta nos usuários da estrada nos dois sentidos.

Ocorre que do momento do acidente, equipes do Samu, Corpo de Bombeiros chegaram a menos de 20 minutos. Todavia, peritos da Policia Tecnica de Mato Grosso e do Instituto Medico Legal,  numa distancia de apenas 40 quilômetros da Capital,  compareceram  na seguinte ordem: os peritos cinco horas depois da comunicação e a equipe do IML oito horas após terem sido acionado, enquanto que a Policia Civil responsável pela liberação dos corpos remeteu um agente chegou nas primeiras horas desta segunda-feira ou seja mais de oito horas do ocorrido.


A pista com o ônibus atravessado e ainda o automóvel com os corpos sem a liberação por parte da pericia,  acabou  formando duas longas filas  nos dois sentidos, na direção Cáceres/Cuiabá a distancia ,segundo patrulheiros era de 16 quilômetros, enquanto de Cuiaba a Cáceres,  em que muitos condutores retornaram a Capital chegou a mais de 4 quilômetros de extensão.

A reportagem que acompanhou o acidente minutos depois do ocorrido, questionou as autoridades sobre o motivo da não liberação recebendo a informação que dependia da chegada dos peritos da Policia  técnica, horas mais  tarde dois peritos chegaram ao local.

Ao ser questionada o motivo da demora mesmo sendo comunicada minutos após o ocorrido, um dos  peritos se esquivou alegando que teria verificar na base em Cuiabá, o momento do registro da comunicação.


Quando tudo caminhava para devolver o trafego normal nas duas pistas, ocorreu outro impasse, o rabecão do IML, não havia chegado. Mais demora, quando finalmente já quase por volta da meia noite, enfim apareceu o veiculo do IML.

Os usuários suspiravam aliviados, - a maioria seguia para o estado de Rondonia para Cáceres e Pontes Lacerda -. Eis que surgiu outro impasse somente a Policia Civil poderia liberar os corpos, mais demora, mais revolta aos condutores de veículos que já aguardavam por mais de oito horas sem solução. Muitos com famílias inteiras.


Para quem trafega na BR 070 a principal transversal de Mato Grosso, que que une o extremo leste (Barra do Garças) ao extremo Oeste (Cáceres), já está acostumado com o descaso em que são tratados pelos órgãos públicos, notadamente a Policia Civil, IML e Policia Tecnica.

Detalhe o acidente ocorreu a apenas 40 quilometros da Capital, cujos veículos oficiais chegam a no máximo trinta minutos.


De acordo com relatos de militares e patrulheiros, a situação é repetida cada vez em que ocorrem acidentes do vitimas fatais.

Os bombeiros, patrulheiros e o Samu, comparecem dentro do prazo estimado, entretanto dependem da contumaz morosidade dos órgãos ligados a Secretaria de Segurança Publica de Mato Grosso.


Alguns profissionais liberais informaram que irão cobrar medidas enérgicas do governador do estado. A BR 070 tem movimento de mais de 3 mil veículos dia nos dois sentidos, e elevado índice de acidentes.
 
O ACIDENTE
 
Conforme declarações do motorista Márcio Batista, o choque violento ocorreu quando seguia de Cuiabá em direção a Cáceres conduzindo ônibus de linha com 29 passageiros, quando atingiu a localidade conhecida como “Morro Cortado” KM 580, avistou automóvel descontrolado na sua pista e em alta velocidade.

De acordo com Batista, ele ainda tentou desviar do carro pequeno, porém sem êxito, pois na lateral da sua mão havia uma vala com cerca de três metros e arvores de médio porte.

Ele atribui a velocidade desenvolvida pelo condutor do carro não condizente  , a chuva no momento e o”facão” – defeito no asfalto esgrouvinhado – teria feito com que a vitima perdesse o controle.

No choque a barra direção do ônibus estourou e acabou tombando, porém os passageiros tiveram apenas ferimentos leves.

Os dois ocupantes do Gol, placa de Varzea Grande, tiveram morte instantâneas, seus corpos ficaram prensados no veiculo.

Para se ter idéia da  violência da batida o crânio do motorista  Adriano Rodrigues – se desintegrou – restando apenas parte do couro da face. 

 

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